quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O Homem De R$ 1 Bilhão

A reportagem abaixo foi retirada na íntegra da Revista Isto É devidamente identificada. A idéia é perenizar essa notícia e brindar a todos que vêm a esse blog por notícias que podem de uma forma ou outra influenciar os seus atos em direção a um mundo melhor.

ISTO É - N° Edição:  2094 |  23.Dez - 17:00
Poucos entendem como o ex-corretor de imóveis e hoje senador Gim Argello conseguiu ampliar seu patrimônio em 10 mil vezes em pouco mais de 25 anos
Sérgio Pardellas e Hugo Marques




Na primeira semana deste mês, o senador Gim Argello (PTB-DF) desembarcou na antessala da Presidência do Senado exibindo um indisfarçável sorriso no rosto. Diante dos olhares de expectativa de parlamentares do PMDB, entre os quais os senadores Renan Calheiros (AL) e Wellington Salgado (MG), Argello justificou tamanha felicidade: “Alcancei meu primeiro bilhão de reais”, disparou, para a surpresa dos colegas. Aos 47 anos, Argello personifica o milagre de Brasília. A capital federal não possui indústrias, grandes multinacionais nem de longe é o coração econômico do País. Mas é uma cidade onde as pessoas usam a proximidade com o poder como trampolim para o mundo dos grandes negócios. Esse é o caso do senador do PTB, que, depois do escândalo do mensalão do DEM, desponta entre os prováveis candidatos ao governo do Distrito Federal em 2010. À ISTOÉ, em entrevista rápida, Argello nega o que vem afirmando aos colegas senadores. Argello iniciou a carreira empresarial há 25 anos, como corretor de imóveis. Tinha um patrimônio que não chegava aos R$ 100 mil, ou seja, 10 mil vezes inferior ao que ele anda alardeando pelos corredores do Senado. Graças à bem-sucedida atividade de corretagem, ele conseguiu multiplicar seus bens por três em menos de uma década. Mas foi com a política que viu seu patrimônio crescer de forma meteórica. Desde que foi eleito deputado distrital pela primeira vez em 1998, Argello não parou de acumular bens. Em 2006, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral patrimônio que somava R$ 805.625,09. Mas só a sua casa de 872 metros quadrados, na Península dos Ministros, área mais nobre de Brasília, localizada próxima à residência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), está avaliada em R$ 5 milhões. Segundo apurou ISTOÉ, o senador do PTB também é proprietário de rádios, jornais e uma franquia da Empresa dos Correios e Telégrafos Setor Comercial Sul (SCS). Dona de uma extensa carteira de clientes, a agência dos Correios, de acordo com especialistas do setor, ostenta um faturamento anual de cerca de R$ 100 milhões, o mais alto entre as 27 franquias da ECT no Distrito Federal.





A maioria das empresas que Argello controla está registrada no nome de parentes e assessores. Desde 2007, por exemplo, há registros na Junta Comercial de sociedade de um de seus filhos, Jorge Affonso Argello Júnior, nas empresas Grid Pneus e Garantia Pneus e Serviços Automotivos. O capital integralizado da Grid é de R$ 1,6 milhão, e o da Garantia, de R$ 2,8 milhões. A Gris, segundo Argello, já teria sido vendida por Jorge Affonso. Em 2007, ele desembarcou no Senado timidamente, como suplente de Joaquim Roriz , que renunciou ao mandato. Em pouco tempo conquistou a confiança de Calheiros e Sarney. Num atestado de força política, o petebista emplacou o assessor técnico de seu gabinete parlamentar, Ivo Borges, numa das cinco diretorias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Como líder da bancada do PTB, com sete votos decisivos para o governo no Senado, Argello também se aproximou da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a quem costuma chamar de “chefa”. A amizade com Dilma foi conquistada durante caminhadas matinais ao lado da ministra, que mora no mesmo bairro do senador. Argello orientou seu jardineiro a avisá-lo sempre que Dilma se preparava para caminhar. Quando ela despontava no horizonte, Argello começava sua sessão de alongamentos, que só terminava quando Dilma cruzava com ele.


O rápido enriquecimento de Argello também lhe rendeu pendências na Justiça. Ele responde a processo no STF por lavagem de dinheiro, crimes contra o patrimônio, apropriação indébita, ocultação de bens, peculato e corrupção passiva. O processo tramita em segredo de Justiça, e não se conhece em detalhes o teor da acusação sobre operações financeiras que Argello não conseguiu identificar. O senador do PTB também foi acusado de envolvimento num esquema de mudança de destinação de lotes na Câmara Distrital. Pelo esquema, áreas rurais desvalorizadas são transformadas em áreas residenciais e áreas para restaurantes viram disputados lotes para postos de gasolina. Esse esquema também teria funcionado nos condomínios de Brasília, pendentes de legalização. A empresária Rosa Lia Fenelon revelou à ISTOÉ que Argello exigiu 100 terrenos em sua propriedade, o Condomínio Pousada das Andorinhas, para legalizar toda a área na Câmara Legislativa, à época em que era deputado distrital. “Tive de passar 100 lotes para pessoas indicadas por Argello. Fui extorquida”, acusa Rosa. Quando procurada por Argello, em 2001, Rosa estava vendendo os terrenos a R$ 30 mil cada um. Hoje, é impossível comprar um lote por menos de R$ 300 mil na região. Rosa afirma que todos os terrenos foram entregues a assessores e parentes do senador. “A gente não consegue legalizar nada em Brasília se não for através da corrupção”, lamenta, explicando que Argello foi pessoalmente à sua casa para cobrar o dízimo. O senador desmente as acusações e diz que nunca fez negócios com Rosa e nunca autorizou ninguém a falar em nome dele com a empresária. Sobre seu suposto patrimônio bilionário, desconversa. “Deus queira que isso um dia aconteça”.

sábado, 19 de dezembro de 2009

SONHO DE VOAR

Em geral as reportagens da revista TAM nas Nuvens são excelentes. Na revista de dezembro 2009 (ano 2 No. 24), porém fiquei decepcionado com seção Memória onde trás uma foto de um avião de brinquedo, réplica do Spirit of St. Louis tirada em aproximadamente 1927, “pilotado” por uma criança. No texto embora tenha o título Sonho de Voar não se menciona o nosso sonhador, e porque não dizer o maior sonhador de todos quando o assunto é voar, ou seja, Alberto Santos-Dumont. Menciona inclusive os irmãos Wright que diferente de Santos-Dumont, não conseguiram fazer com que uma máquina mais pesada que o ar voasse por meios próprios antes dele. Eles foram responsáveis por um “vôo” para uma platéia restrita, e porque não dizer escondido, em um aparelho impulsionado por uma catapulta. Diferentemente de Santos Dumont que fez um vôo com seus próprios meios (tinha um motor) para uma grande platéia, de observadores e mídia local, que viram estupefatos um homem tirar do solo um aparelho, um tanto quanto esquisito, para voar. É importante informar que o Demoiselle que já tinha características de um avião moderno voou em 1907, um ano depois do 14BIS. Esse fato se deu ainda antes que o Flyer B dos irmão Wright voassem por conta própria em 1910. Bem, polêmicas a parte, não acredito que seja justo que Santos-Dumont não tenha sido de nenhuma forma mencionado nesse pequeno texto, em uma revista brasileira. Será que aos poucos vamos nos rendendo a pressão americana?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Pedágio 2





Concordo com os comentários do Caio Serette com relação aos pedágios em São Paulo ('Painel do Leitor', 18/12). Gostaria de ampliar e dizer que os pedágios brasileiros são abusivos se comparados a outros países. Não sei se o poder público controla as margens praticadas pelas concessionárias, coisa que parece ser natural já que é uma concessão de um serviço público, mas parecer não parece. Sou contrário ao modelo utilizado no Brasil para conceder as nossas estradas para esses empresários. Nós, através dos nossos impostos, construímos as estradas e aquelas que forem economicamente viáveis a iniciativa privada toma para mantê-las e cobrar pelos serviços inclusos na concessão.
Não precisa ir muito longe, como o Caio foi, basta irmos ao Chile. Lá a parceria público/privada funciona da seguinte maneira: Existe uma necessidade, o governo desenvolve as especificações que irão atender a essa necessidade plenamente e licita. Ganha a licitação quem oferecendo o menor preço para o pedágio a ser cobrado, constrói a estrada. Note que a estrada tem um tempo para ser explorada depois disso a mesma retorna ao estado. Isso sim se chama respeito. Lá apesar de todos os gastos do empresário, os pedágios são mais baixos que os cobrados no Brasil. O melhor de tudo isso é que as ruas, estradas e avenidas são infinitamente melhores que as nossas, por quê?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Eurides Brito da Silva e nota oficial

"Em razão do noticiado pela imprensa, sobre as denúncias do senhor Durval Barbosa, que envolvem também a minha pessoa, quero informar aos meus eleitores e amigos a minha perplexidade com a acusação do referido senhor. Não me manifestei antes porque fiquei aguardando conhecer o processo, já que nem sabia do que era acusada.
Entrega o teu caminho ao senhor e Ele tudo fará. Esta foi, é e sempre será a conduta de minha vida".

Nota oficial divulgada pela deputada Eurides Brito (PMDB)
acusada de envolvimento na Operação Caixa de Pandora.

Não fiquei perplexo e nem surpreso  com que eu vi, já esperava isso, há algum tempo... “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. Uma pessoa que anda com o Roriz e compartilhou o governo por tantas vezes e por tanto tempo não teria aprendido algo com ele? Quem não se lembra dele descontando os R$ 2.231.155,60 do Nenê Constantino[1], com um cheque do Banco do Brasil no Banco de Brasília? Óleo não se mistura com a água. Ou você é água ou você é óleo e como tal se mistura aos seus pares.


Eurides Brito, assim com o Arruda, tiveram um professor de peso: Joaquim Roriz. Mas como um bom mestre, como na fábula do gato e da onça, “nem tudo o mestre ensina aos seus aprendizes”.


O Roriz cresceu muito com esse escândalo, o que foi contrário a tudo o que se previa, já que o Sr. Durval é resquício do seu governo e que grande parte desses vídeos foram gravados durante a sua gestão, ates que o Arruda viesse a assumir o governo do DF.
Não ficaria surpreso se descobrissem que o Joaquim Roriz está por trás de tudo isso. Esse escândalo teve um único objetivo: parar o crescimento acentuado do atual governador em relação ao seu segundo mandato, ferisse quem ferisse, mesmos que um deles fosse a Eurides Brito.


Ela sempre esteve no governo e sempre votou com eles, a única exceção foi durante o governo do Cristovam, que na época era do PT, do qual ela fez duras críticas, claro!


Embora seja uma verdade velada, essa prática de distribuir o dinheiro da corrupção com os deputados faz parte da rotina daqueles que ocupam o executivo. Deputados inescrupulosos vendem os seus votos em troca desses “apoios” financeiros. Se o executivo não alcançar os votos necessários para tocarem os seus projetos não podem governar. Tais votos não podem ser alcançados se esse “passe” não for pago.


O executivo se ver encurralado. Ou colabora com a caixinha dos deputados ou nada feito! Bem, isso não busca justificar nada. Corrupção é crime, não importando se é passiva ou ativa, e como tal tem que ser combatida com rigor!


Para isso tem-se que primeiro fiscalizar essa prática acompanhando as votações dos membros do legislativo procurando padrões que possam indicar corrupção e compra de votos. Segundo, permitir que os eleitores acompanhem voto a voto, de forma nominal – jamais secreto – através de transmissão televisiva ao vivo.


O comércio de votos nessas casas legislativas é “uma prática usual”, como dizia o tesoureiro do PT por ocasião da CPI do “mensalão” petista.


A maior prova disso é que quase todos os partidos tiveram o seu “mensalão” revelado. Vejamos então: O “mensalão mineito” do PSDB, o “mensalão” da reeleição do FHC (pouco explorado) e agora com o “mensalão” brasiliense do DEM. Parece que é só uma questão de tempo para ser descoberto ou não. Não encontramos ainda o “mensalão” do PMDB porque inclusive não se necessita, pois seus membros são encontrados em todos eles. A exemplo da Deputada Eurides Brito que é do PMDB.


Eurides Brito é extremamente inteligente, tem uma oratória irretocável e uma linha de pensamento e de raciocínio rápida e coerente, pena que não tenha se destacado fazendo o bem! Mas em contrapartida deu essa maravilhosa contribuição a esses polêmicos políticos.
Esperamos que seja feita a justiça. O que é público deve ser também sagrado, ninguém deve fazer uso dele que não seja em prol do próprio povo.


Se Eurides é culpada que ela pague por isso, caso contrário que ela seja absorvida, porque, mesmo criminosos perigosos tem direito a defesa.