segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Eurides Brito da Silva e nota oficial

"Em razão do noticiado pela imprensa, sobre as denúncias do senhor Durval Barbosa, que envolvem também a minha pessoa, quero informar aos meus eleitores e amigos a minha perplexidade com a acusação do referido senhor. Não me manifestei antes porque fiquei aguardando conhecer o processo, já que nem sabia do que era acusada.
Entrega o teu caminho ao senhor e Ele tudo fará. Esta foi, é e sempre será a conduta de minha vida".

Nota oficial divulgada pela deputada Eurides Brito (PMDB)
acusada de envolvimento na Operação Caixa de Pandora.

Não fiquei perplexo e nem surpreso  com que eu vi, já esperava isso, há algum tempo... “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. Uma pessoa que anda com o Roriz e compartilhou o governo por tantas vezes e por tanto tempo não teria aprendido algo com ele? Quem não se lembra dele descontando os R$ 2.231.155,60 do Nenê Constantino[1], com um cheque do Banco do Brasil no Banco de Brasília? Óleo não se mistura com a água. Ou você é água ou você é óleo e como tal se mistura aos seus pares.


Eurides Brito, assim com o Arruda, tiveram um professor de peso: Joaquim Roriz. Mas como um bom mestre, como na fábula do gato e da onça, “nem tudo o mestre ensina aos seus aprendizes”.


O Roriz cresceu muito com esse escândalo, o que foi contrário a tudo o que se previa, já que o Sr. Durval é resquício do seu governo e que grande parte desses vídeos foram gravados durante a sua gestão, ates que o Arruda viesse a assumir o governo do DF.
Não ficaria surpreso se descobrissem que o Joaquim Roriz está por trás de tudo isso. Esse escândalo teve um único objetivo: parar o crescimento acentuado do atual governador em relação ao seu segundo mandato, ferisse quem ferisse, mesmos que um deles fosse a Eurides Brito.


Ela sempre esteve no governo e sempre votou com eles, a única exceção foi durante o governo do Cristovam, que na época era do PT, do qual ela fez duras críticas, claro!


Embora seja uma verdade velada, essa prática de distribuir o dinheiro da corrupção com os deputados faz parte da rotina daqueles que ocupam o executivo. Deputados inescrupulosos vendem os seus votos em troca desses “apoios” financeiros. Se o executivo não alcançar os votos necessários para tocarem os seus projetos não podem governar. Tais votos não podem ser alcançados se esse “passe” não for pago.


O executivo se ver encurralado. Ou colabora com a caixinha dos deputados ou nada feito! Bem, isso não busca justificar nada. Corrupção é crime, não importando se é passiva ou ativa, e como tal tem que ser combatida com rigor!


Para isso tem-se que primeiro fiscalizar essa prática acompanhando as votações dos membros do legislativo procurando padrões que possam indicar corrupção e compra de votos. Segundo, permitir que os eleitores acompanhem voto a voto, de forma nominal – jamais secreto – através de transmissão televisiva ao vivo.


O comércio de votos nessas casas legislativas é “uma prática usual”, como dizia o tesoureiro do PT por ocasião da CPI do “mensalão” petista.


A maior prova disso é que quase todos os partidos tiveram o seu “mensalão” revelado. Vejamos então: O “mensalão mineito” do PSDB, o “mensalão” da reeleição do FHC (pouco explorado) e agora com o “mensalão” brasiliense do DEM. Parece que é só uma questão de tempo para ser descoberto ou não. Não encontramos ainda o “mensalão” do PMDB porque inclusive não se necessita, pois seus membros são encontrados em todos eles. A exemplo da Deputada Eurides Brito que é do PMDB.


Eurides Brito é extremamente inteligente, tem uma oratória irretocável e uma linha de pensamento e de raciocínio rápida e coerente, pena que não tenha se destacado fazendo o bem! Mas em contrapartida deu essa maravilhosa contribuição a esses polêmicos políticos.
Esperamos que seja feita a justiça. O que é público deve ser também sagrado, ninguém deve fazer uso dele que não seja em prol do próprio povo.


Se Eurides é culpada que ela pague por isso, caso contrário que ela seja absorvida, porque, mesmo criminosos perigosos tem direito a defesa.

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