sábado, 29 de setembro de 2012


Defesa não convence Antônio de Castro / Luís Ródnei / José Carlos

O ex-governador Joaquim Roriz mora em uma mansão, com heliponto, no Park Way. O senador do PMDB informou à Justiça Eleitoral, ano passado, o preço do imóvel: R$ 600 mil. Roriz também comunicou à Justiça que tinha, na época da eleição, 6.227 cabeças de gado, duas áreas rurais e 662 hectares em um loteamento na cidade de Niquelândia, em Goiás. Dono de um patrimônio declarado de R$ 4.489.278,95, o senador Roriz afirma que precisou de R$ 271 mil emprestados para comprar uma bezerra.

Joaquim Roriz foi flagrado pela polícia providenciando o pagamento de cheque do Banco do Brasil no BRB, para ficar com parte do dinheiro: R$ 300 mil. Confira trechos da gravação:

Tarcísio: Oi senador!Roriz: Oi.Tarcísio: Posso sugerir um negócio?Roriz: Pode.Tarcísio: Por que a gente não leva para o escritório do Nenê? Roriz: É prá isso mesmo.Tarcísio: E de lá sai cada um com o seu.Roriz: Era pra ser isso mesmo, mesmo porque lá não tem dúvida nenhuma.Tarcísio: Exatamente.

Para o líder do PT, deputado Chico Leite, uma história ainda mal explicada. “Parece-me muito coincidente que se precise desse valor, em tão curto espaço de tempo, tendo todo esse patrimônio”, enfatiza Leite.
O senador divulgou cópias de documentos do suposto empréstimo e da suposta compra da bezerra. Mas os papéis não convenceram e as dúvidas ainda são muitas. E Joaquim Roriz se nega a dar novas explicações. Ele não apareceu nesta quarta-feira, dia 27, no Senado Federal, onde deveria presidir uma sessão da Comissão de Agricultura.

A filha do senador, a deputada distrital Jaqueline Roriz, passou a tarde desta quarta-feira (27) mostrando aos deputados distritais que tem provas de todo o negócio. Segundo ela, tudo foi feito sem um centavo de dinheiro público. A deputada alega que o pai não tinha dinheiro disponível no dia em que precisava pagar a bezerra.

“Se você perguntar a qualquer empresário na cidade se ele tem esse dinheiro em conta, a resposta será negativa. Ter posses tem, talvez não tenha a liquidez que se necessita naquele momento. Então, realmente ele recorreu a isso: em vez de se desfazer de alguma posse, pediu emprestado a um amigo”, afirma Jaqueline Roriz.

A bezerra foi comprada em novembro de 2006. Mas o pagamento dos R$ 271.320 só foi realizado em março deste ano. O procurador geral da República, Antônio Fernando de Souza, disse hoje que está analisando o caso. “Há elementos para que se debruce o Ministério Público sobre o tema e, eventualmente, adote as providências que tenham que ser tomadas”, explica o procurador.

“É quebra de decoro, claro. O parlamentar tem que ter uma ética, uma disciplina moral que não permita que ele traia a população que confiou nele”, enfatiza o corregedor do Senado Federal, Romeu Tuma.
Eurides Brito da Silva e nota oficial

"Em razão do noticiado pela imprensa, sobre as denúncias do senhor Durval Barbosa, que envolvem também a minha pessoa, quero informar aos meus eleitores e amigos a minha perplexidade com a acusação do referido senhor. Não me manifestei antes porque fiquei aguardando conhecer o processo, já que nem sabia do que era acusada.
Entrega o teu caminho ao senhor e Ele tudo fará. Esta foi, é e sempre será a conduta de minha vida".

Nota oficial divulgada pela deputada Eurides Brito (PMDB)
acusada de envolvimento na Operação Caixa de Pandora.

Não fiquei perplexo e nem surpreso  com que eu vi, já esperava isso, há algum tempo... “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. Uma pessoa que anda com o Roriz e compartilhou o governo por tantas vezes e por tanto tempo não teria aprendido algo com ele? Quem não se lembra dele descontando os R$ 2.231.155,60 do Nenê Constantino[1], com um cheque do Banco do Brasil no Banco de Brasília? Óleo não se mistura com a água. Ou você é água ou você é óleo e como tal se mistura aos seus pares.
Eurides Brito, assim com o Arruda, tiveram um professor de peso: Joaquim Roriz. Mas como um bom mestre, como na fábula do gato e da onça, “nem tudo o mestre ensina aos seus aprendizes”.
O Roriz cresceu muito com esse escândalo, o que foi contrário a tudo o que se previa, já que o Sr. Durval é resquício do seu governo e que grande parte desses vídeos foram gravados durante a sua gestão, ates que o Arruda viesse a assumir o governo do DF.
Não ficaria surpreso se descobrissem que o Joaquim Roriz está por trás de tudo isso. Esse escândalo teve um único objetivo: parar o crescimento acentuado do atual governador em relação ao seu segundo mandato, ferisse quem ferisse, mesmos que um deles fosse a Eurides Brito.
Ela sempre esteve no governo e sempre votou com eles, a única exceção foi durante o governo do Cristovam, que na época era do PT, do qual ela fez duras críticas, claro!
Embora seja uma verdade velada, essa prática de distribuir o dinheiro da corrupção com os deputados faz parte da rotina daqueles que ocupam o executivo. Deputados inescrupulosos vendem os seus votos em troca desses “apoios” financeiros. Se o executivo não alcançar os votos necessários para tocarem os seus projetos não podem governar. Tais votos não podem ser alcançados se esse “passe” não for pago.
O executivo se ver encurralado. Ou colabora com a caixinha dos deputados ou nada feito! Bem, isso não busca justificar nada. Corrupção é crime, não importando se é passiva ou ativa, e como tal tem que ser combatida com rigor!
Para isso tem-se que primeiro fiscalizar essa prática acompanhando as votações dos membros do legislativo procurando padrões que possam indicar corrupção e compra de votos. Segundo, permitir que os eleitores acompanhem voto a voto, de forma nominal – jamais secreto – através de transmissão televisiva ao vivo.
O comércio de votos nessas casas legislativas é “uma prática usual”, como dizia o tesoureiro do PT por ocasião da CPI do “mensalão” petista.
A maior prova disso é que quase todos os partidos tiveram o seu “mensalão” revelado. Vejamos então: O “mensalão mineito” do PSDB, o “mensalão” da reeleição do FHC (pouco explorado) e agora com o “mensalão” brasiliense do DEM. Parece que é só uma questão de tempo para ser descoberto ou não. Não encontramos ainda o “mensalão” do PMDB porque inclusive não se necessita, pois seus membros são encontrados em todos eles. A exemplo da Deputada Eurides Brito que é do PMB.
Eurides Brito é extremamente inteligente, tem uma oratória irretocável e uma linha de pensamento e de raciocínio rápida e coerente, pena que não tenha se destacado fazendo o bem! Mas em contrapartida deu essa maravilhosa contribuição a esses polêmico políticos.
Esperamos que seja feita a justiça. O que é público deve ser também sagrado, ninguém deve fazer uso dele que não seja em prol do próprio povo.
Se Eurides é culpada que ela pague por isso, caso contrário que ela seja absorvida, porque, mesmo criminosos perigosos tem direito a defesa.

QUEM É ESSE TAL DE JOAQUIM DOMINGOS RORIZ?

Joaquim Domingos Roriz (Luziânia, 4 de agosto de 1936) é um político brasileiro, filiado ao PMDB. Foi governador do Distrito Federal por quatro mandatos, ministro da Agricultura e Reforma Agrária nas duas primeiras semanas do governo Fernando Collor e senador, cargo ao qual renunciou em 4 de julho de 2007, depois de acusações de corrupção [1].
Foi eleito vereador de sua cidade natal, deputado estadual em 1978, deputado federal em 1982 e vice-governador de Goiás em 1986 com breve passagem pela prefeitura de Goiânia em 1987 na qualidade de interventor. Em 1988, o então presidente da República, José Sarney, o nomeou governador do Distrito Federal, na época em que o Distrito Federal ainda não possuía direito de eleger o próprio governador.
Entre 15 a 29 de março de 1990 Joaquim Roriz foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Collor, renunciando ao cargo para disputar o governo do Distrito Federal por via direta. Teve sua pretensão contestada pelos adversários sob o argumento de que como já exercera o mandato a poucos meses da eleição não poderia concorrer visto que no Brasil ainda não havia a reeleição para cargos executivos, contudo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou sua candidatura sob o argumento de que o período em que Roriz governou o Distrito Federal o fez por nomeação e não por eleição. Em outubro de 1990 foi eleito em primeiro turno pelo extinto Partido Trabalhista Renovador (PTR) depois de anos filiado ao MDB e ao PMDB. Na primeira e histórica eleição distrital para governador, Joaquim Roriz teve como vice-governadora Márcia Kubitschek (filha de Juscelino Kubitschek). Em 1 de janeiro de 1991 (data prevista pela Constituição Federal de 1988), o Distrito Federal ganha autonomia política tal como qualquer unidade federativa do país e nesse mesmo dia tomam posse Joaquim Roriz e Márcia Kubitschek.
Em 1994, o candidato apoiado por Roriz, Valmir Campelo, perde as eleições. Com isso, Roriz entrega o governo para Cristóvam Buarque (então filiado ao PT).
Nas eleições de 1998 disputa eleições contra Cristóvam Buarque para o cargo e é eleito ao lado de Benedito Domingos (do antigo PPB, atual PP) como vice-governador, em uma eleição ganha com pequena vantagem (51,26% a 48,74%). Em 2002 Roriz se reelege derrotando em segundo turno Geraldo Magela do PT. Roriz vence mais uma vez,numa disputa mais apertada que a anterior, sendo assim reeleito para seu terceiro mandato direto como governador do Distrito Federal.
Após treze anos intervalados como governador do Distrito Federal, por três períodos (1988/1990, 1991/1995, 1999/2006), Roriz renuncia deixando o cargo para sua vice, Maria Abadia, para lançar-se candidato à vaga única do Distrito Federal no Senado Federal nas eleições 2006, pelo PMDB, enquanto sua sucessora lança candidatura ao governo, pelo PSDB, com o intuito de permanecer no cargo até 2010, porém é derrotada no primeiro turno pelo pefelista José Roberto Arruda.
[editar] Escândalo do BRB
Após denúncias oriundas de grampos telefónicos, que pesam contra si com relação a recursos do Banco de Brasília (BRB), e pressões de sectores políticos, Roriz renuncia ao cargo de senador no dia 4 de julho, deixando um empasse sobre quem seria o próximo a ocupar sua vaga, já que seu primeiro-suplente, Gim Argello possui inúmeras acusações, além do TSE agendar para agosto o julgamento sobre crime eleitoral, que poderá cassar a chapa inteira (Roriz e os dois suplentes). No dia 17 de julho, Gim Argello assume, e no mesmo dia é protocolado um documento contra si no Senado Federal.
Roriz é responsável por muitas obras superfaturadas na capital, pela fundação de muitas das cidades-satélites e por somar seguidas vitórias eleitorais conseguidas com ínfimos percentuais de vantagem. É tido por seus aliados como um grande "tocador de obras", como a Ponte JK, vários viadutos e o Metrô de Brasília o qual, em pouco mais de dez anos, consumiu bilhões de reais em recursos e já possui linhas mais extensas que o do Rio de Janeiro, apesar de não estar concluído ainda. Seus adversários e a classe média brasiliense o acusam de ter depauperizado e favelizado o Distrito Federal, com a distribuição em massa de lotes semi-urbanizados em cidades satélites, incentivando a forte migração de pessoas de baixa renda, principalmente de nordestinos, aumentando em mais de um milhão de habitantes a população do Distrito Federal. As cidades de Itapoã, São Sebastião, Vila Estrutural e Vila Roriz jà foram citadas como exemplos típicos de favelização rorizista.
A Operação Aquarela acabou levando para cadeia o ex-presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, que presidiu a organização durante os 08 anos de governo de Roriz no Distrito Federal. Durante a sua prisão, a polícia encontrou relógios caros, dinheiro vivo e uma carta do lobista Maurício Sampaio Cavalcanti sobre cobrança de dívidas ao governador Roriz. Maurício era diretor da agência de propaganda do BRB, Jimenez & Associados.
O Retorno: O anunciado retorno do Sr. joaquim Domingos Roriz ao Governo do Distrito Federal, toma a cada dia forma e força, sobretudo nas regiões onde o mesmo sustenta sua base eleitoral. Nestas regiões administrativas, antigos assentamentos criados e urbanizados pelo ex-governador, o mesmo se encontra com mais de 60% das intenções dos votos( São Sebastião, Recanto das Emas, Estrutural, Itapuã, Samambaia, Santa Maria e Riacho Fundo). E nas outras regiões, pesquisas realizadas no final do ano de 2008, apontam também o ex-governador como favorito a ocupar a chefia do palácio do buriti. Apesar dos recentes escândalos, que culminaram com a renúncia pelo mesmo do mandato de senador, conquistado pelo mesmo com uma esmagadora vitória nas eleições de 2006, Joaquim Roriz permanece como o favorito da população de Brasília, sobretudo aqueles de mais baixa renda.


A Apple pós Steve Jobs

Foi muito rápido… nem mesmo nos acostumamos com a partida definitiva de Steve Jobs e a Apple já “pões os pés pelas mãos”. Que horror esse novo IOS 6.0.

Fiz a atualização do meu iPhone e do meu iPad, como sempre fiz com as novas atualizações, e para a minha grande surpresa, diferente de todas as outras atualizações da era Jobs, essa me trouxe um pesadelo. Muitos dos aplicativos simplesmente sumiram. O Youtube, por exemplo, tive que instalá-lo no iPhone, no iPad essa é uma opção que não existe.

Se fosse só isso não estaria aqui perdendo o meu tempo, mas muitos aplicativos estão em estado permanente de instalação (re-instalação) sem que nada de fato ocorra. Nem foram permanentemente apagados, mas de qualquer forma estão indisponíveis. Não sei nem por onde começar. Alguns aplicativos, que já estava acostumado usar, e não mais disponho deles como antes.

Para fazer coro às milhares de reclamações não podiam deixar de me pronunciar sobre o aplicativo MAPS da Apple que substituiu o MAPS da Google... Não podia ter sido pior. Já ouvir falar que para as grandes cidades dos EUA ele não é tão ruim, note: ele não é tão ruim!

Funções do iPhone e iPad não estão funcionando bem ou estão lentas, além de apresentar incompatibilidade com aplicativos que funcionavam muito bem antes.

Essa não foi a primeira vez que o Jobs saiu da Apple. Da primeira vez foi expulso pelo conselho da Apple e dessa vez, por obra do destino. Da primeira vez a saída de Jobs mostrou que foi um desastre e a Apple chegou a beira da falência. E dessa vez? O que ocorrerá?  Na realidade, a conclusão que chego é que Jobs e a Apple não podiam se separar.

O que acontecerá com os milhares, milhões de Apple maníacos? Será que nos fundo no fundo não eram Jobs maníacos? Se a Apple não voltar aos  trilhos rapidamente acredito que a mesma encolherá com o tempo.