Joaquim Domingos Roriz (Luziânia, 4 de agosto de 1936) é um político brasileiro, filiado ao PMDB. Foi governador do Distrito Federal por quatro mandatos, ministro da Agricultura e Reforma Agrária nas duas primeiras semanas do governo Fernando Collor e senador, cargo ao qual renunciou em 4 de julho de 2007, depois de acusações de corrupção [1].
Foi eleito vereador de sua cidade natal, deputado estadual em 1978, deputado federal em 1982 e vice-governador de Goiás em 1986 com breve passagem pela prefeitura de Goiânia em 1987 na qualidade de interventor. Em 1988, o então presidente da República, José Sarney, o nomeou governador do Distrito Federal, na época em que o Distrito Federal ainda não possuía direito de eleger o próprio governador.
Entre 15 a 29 de março de 1990 Joaquim Roriz foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Collor, renunciando ao cargo para disputar o governo do Distrito Federal por via direta. Teve sua pretensão contestada pelos adversários sob o argumento de que como já exercera o mandato a poucos meses da eleição não poderia concorrer visto que no Brasil ainda não havia a reeleição para cargos executivos, contudo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou sua candidatura sob o argumento de que o período em que Roriz governou o Distrito Federal o fez por nomeação e não por eleição. Em outubro de 1990 foi eleito em primeiro turno pelo extinto Partido Trabalhista Renovador (PTR) depois de anos filiado ao MDB e ao PMDB. Na primeira e histórica eleição distrital para governador, Joaquim Roriz teve como vice-governadora Márcia Kubitschek (filha de Juscelino Kubitschek). Em 1 de janeiro de 1991 (data prevista pela Constituição Federal de 1988), o Distrito Federal ganha autonomia política tal como qualquer unidade federativa do país e nesse mesmo dia tomam posse Joaquim Roriz e Márcia Kubitschek.
Em 1994, o candidato apoiado por Roriz, Valmir Campelo, perde as eleições. Com isso, Roriz entrega o governo para Cristóvam Buarque (então filiado ao PT).
Nas eleições de 1998 disputa eleições contra Cristóvam Buarque para o cargo e é eleito ao lado de Benedito Domingos (do antigo PPB, atual PP) como vice-governador, em uma eleição ganha com pequena vantagem (51,26% a 48,74%). Em 2002 Roriz se reelege derrotando em segundo turno Geraldo Magela do PT. Roriz vence mais uma vez,numa disputa mais apertada que a anterior, sendo assim reeleito para seu terceiro mandato direto como governador do Distrito Federal.
Após treze anos intervalados como governador do Distrito Federal, por três períodos (1988/1990, 1991/1995, 1999/2006), Roriz renuncia deixando o cargo para sua vice, Maria Abadia, para lançar-se candidato à vaga única do Distrito Federal no Senado Federal nas eleições 2006, pelo PMDB, enquanto sua sucessora lança candidatura ao governo, pelo PSDB, com o intuito de permanecer no cargo até 2010, porém é derrotada no primeiro turno pelo pefelista José Roberto Arruda.
[editar] Escândalo do BRB
Após denúncias oriundas de grampos telefónicos, que pesam contra si com relação a recursos do Banco de Brasília (BRB), e pressões de sectores políticos, Roriz renuncia ao cargo de senador no dia 4 de julho, deixando um empasse sobre quem seria o próximo a ocupar sua vaga, já que seu primeiro-suplente, Gim Argello possui inúmeras acusações, além do TSE agendar para agosto o julgamento sobre crime eleitoral, que poderá cassar a chapa inteira (Roriz e os dois suplentes). No dia 17 de julho, Gim Argello assume, e no mesmo dia é protocolado um documento contra si no Senado Federal.
Roriz é responsável por muitas obras superfaturadas na capital, pela fundação de muitas das cidades-satélites e por somar seguidas vitórias eleitorais conseguidas com ínfimos percentuais de vantagem. É tido por seus aliados como um grande "tocador de obras", como a Ponte JK, vários viadutos e o Metrô de Brasília o qual, em pouco mais de dez anos, consumiu bilhões de reais em recursos e já possui linhas mais extensas que o do Rio de Janeiro, apesar de não estar concluído ainda. Seus adversários e a classe média brasiliense o acusam de ter depauperizado e favelizado o Distrito Federal, com a distribuição em massa de lotes semi-urbanizados em cidades satélites, incentivando a forte migração de pessoas de baixa renda, principalmente de nordestinos, aumentando em mais de um milhão de habitantes a população do Distrito Federal. As cidades de Itapoã, São Sebastião, Vila Estrutural e Vila Roriz jà foram citadas como exemplos típicos de favelização rorizista.
A Operação Aquarela acabou levando para cadeia o ex-presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, que presidiu a organização durante os 08 anos de governo de Roriz no Distrito Federal. Durante a sua prisão, a polícia encontrou relógios caros, dinheiro vivo e uma carta do lobista Maurício Sampaio Cavalcanti sobre cobrança de dívidas ao governador Roriz. Maurício era diretor da agência de propaganda do BRB, Jimenez & Associados.
O Retorno: O anunciado retorno do Sr. joaquim Domingos Roriz ao Governo do Distrito Federal, toma a cada dia forma e força, sobretudo nas regiões onde o mesmo sustenta sua base eleitoral. Nestas regiões administrativas, antigos assentamentos criados e urbanizados pelo ex-governador, o mesmo se encontra com mais de 60% das intenções dos votos( São Sebastião, Recanto das Emas, Estrutural, Itapuã, Samambaia, Santa Maria e Riacho Fundo). E nas outras regiões, pesquisas realizadas no final do ano de 2008, apontam também o ex-governador como favorito a ocupar a chefia do palácio do buriti. Apesar dos recentes escândalos, que culminaram com a renúncia pelo mesmo do mandato de senador, conquistado pelo mesmo com uma esmagadora vitória nas eleições de 2006, Joaquim Roriz permanece como o favorito da população de Brasília, sobretudo aqueles de mais baixa renda.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Domingos_Roriz
O intuito desse blog é o de criar um ambiente público onde eu ou qualquer pessoa tivesse a oportunidade de apresentar diferentes pontos de vista sem depender da vontade e da censura dos meios de comunicação tradicionais.
sábado, 24 de janeiro de 2009
CARTA ABERTA AO URBANISTA PAULO ZIMBRES
Prezado Urbanista Paulo Zimbres,
Não sou arquiteto nem urbanista, sou simplesmente um morador de Águas Claras! Posso não entender de urbanismo, mas entendo de viver bem.
Todos os dias fico triste em um dia ter investido aqui.
É uma pena que não tenhamos em Águas Claras um plano piloto (Brasília) melhorado.
Acho que o desenho do urbanista Lúcio Costa é digno de cópia e porque não dizer copiar melhorando afinal de contas Brasília para mim é um exemplo de cidade. Morei lá quase toda a minha vida e convivo com aquele traçado todos os dias ao ir ao meu escritório no setor de autarquias sul.
Infelizmente prezado urbanista esse e-mail não é de elogio, gostaria que fosse mais não é!
Embora more em Águas Claras há quase 4 anos eu não consigo achar um endereço facilmente...
Alguns amigos moram em quadras, outros em ruas outros em lotes, para mim uma bagunça.
Em Brasília, de posse de um endereço, saberei, não só chegar lá sem necessidade de perguntar a ninguém, como escolher o melhor caminho, sem nunca ter ido lá antes.
Isso sim é uma cidade cartesiana moderníssima apesar dos seus 50 anos.
Isso sim é que é um traçado urbanístico inteligente.
Águas Claras por sua vez é uma cidade com menos de 9 anos e que já está insuportável, é certo que ela por um lado está descaracterizada com a mudança arbitrária dos gabaritos dos prédios de 12 andares para 40, 50, 100... sei lá quantos mais, promovido pelo grande destruidor de Brasília o Excelentíssimo Sr. ex-governador, ex-Senador, e outros “ex” mais... Joaquim Domingos Roriz.
Mas por outro lado as características inerentes de seu projeto urbanísticos como as vias públicas de transito são insuportáveis. Os lotes para a construção de prédios estão à beira das ruas e avenidas não deixando a possibilidade de uma expansão ou alargamentos futuros (para corrigir erros do projeto inicial).
Ruas e avenidas se cruzando sem que fossem usados equipamentos tão bem resolvidos em Brasília que são as rotatórias, tesourinhas, etc. obrigando a instalação de semáforos e quebra-molas (que são soluções burras, caras e antiquadas, mas as únicas soluções possíveis).
As duas Boulevards com seu traçado sinuoso, perigoso e cruzando uma série de vezes outras vias (sem os equipamentos já falados antes) são fontes de acidentes intermináveis.
E mais... onde estão as áreas verdes que estava acostumado em ter em Brasília?
Nada disso temos em Águas Claras.
É uma pena Sr. Arquiteto e Urbanista Paulo Zimbres que o senhor teve nas mão um espaço virgem, pronto para receber os seus traçados e não tenha feito uma Brasília melhorada, mas uma cidade desorganizada e de péssima qualidade de vida para os seus moradores.
Não sou arquiteto nem urbanista, sou simplesmente um morador de Águas Claras! Posso não entender de urbanismo, mas entendo de viver bem.
Todos os dias fico triste em um dia ter investido aqui.
É uma pena que não tenhamos em Águas Claras um plano piloto (Brasília) melhorado.
Acho que o desenho do urbanista Lúcio Costa é digno de cópia e porque não dizer copiar melhorando afinal de contas Brasília para mim é um exemplo de cidade. Morei lá quase toda a minha vida e convivo com aquele traçado todos os dias ao ir ao meu escritório no setor de autarquias sul.
Infelizmente prezado urbanista esse e-mail não é de elogio, gostaria que fosse mais não é!
Embora more em Águas Claras há quase 4 anos eu não consigo achar um endereço facilmente...
Alguns amigos moram em quadras, outros em ruas outros em lotes, para mim uma bagunça.
Em Brasília, de posse de um endereço, saberei, não só chegar lá sem necessidade de perguntar a ninguém, como escolher o melhor caminho, sem nunca ter ido lá antes.
Isso sim é uma cidade cartesiana moderníssima apesar dos seus 50 anos.
Isso sim é que é um traçado urbanístico inteligente.
Águas Claras por sua vez é uma cidade com menos de 9 anos e que já está insuportável, é certo que ela por um lado está descaracterizada com a mudança arbitrária dos gabaritos dos prédios de 12 andares para 40, 50, 100... sei lá quantos mais, promovido pelo grande destruidor de Brasília o Excelentíssimo Sr. ex-governador, ex-Senador, e outros “ex” mais... Joaquim Domingos Roriz.
Mas por outro lado as características inerentes de seu projeto urbanísticos como as vias públicas de transito são insuportáveis. Os lotes para a construção de prédios estão à beira das ruas e avenidas não deixando a possibilidade de uma expansão ou alargamentos futuros (para corrigir erros do projeto inicial).
Ruas e avenidas se cruzando sem que fossem usados equipamentos tão bem resolvidos em Brasília que são as rotatórias, tesourinhas, etc. obrigando a instalação de semáforos e quebra-molas (que são soluções burras, caras e antiquadas, mas as únicas soluções possíveis).
As duas Boulevards com seu traçado sinuoso, perigoso e cruzando uma série de vezes outras vias (sem os equipamentos já falados antes) são fontes de acidentes intermináveis.
E mais... onde estão as áreas verdes que estava acostumado em ter em Brasília?
Nada disso temos em Águas Claras.
É uma pena Sr. Arquiteto e Urbanista Paulo Zimbres que o senhor teve nas mão um espaço virgem, pronto para receber os seus traçados e não tenha feito uma Brasília melhorada, mas uma cidade desorganizada e de péssima qualidade de vida para os seus moradores.
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