sábado, 24 de janeiro de 2009

QUEM É ESSE TAL DE JOAQUIM DOMINGOS RORIZ?

Joaquim Domingos Roriz (Luziânia, 4 de agosto de 1936) é um político brasileiro, filiado ao PMDB. Foi governador do Distrito Federal por quatro mandatos, ministro da Agricultura e Reforma Agrária nas duas primeiras semanas do governo Fernando Collor e senador, cargo ao qual renunciou em 4 de julho de 2007, depois de acusações de corrupção [1].
Foi eleito vereador de sua cidade natal, deputado estadual em 1978, deputado federal em 1982 e vice-governador de Goiás em 1986 com breve passagem pela prefeitura de Goiânia em 1987 na qualidade de interventor. Em 1988, o então presidente da República, José Sarney, o nomeou governador do Distrito Federal, na época em que o Distrito Federal ainda não possuía direito de eleger o próprio governador.
Entre 15 a 29 de março de 1990 Joaquim Roriz foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Collor, renunciando ao cargo para disputar o governo do Distrito Federal por via direta. Teve sua pretensão contestada pelos adversários sob o argumento de que como já exercera o mandato a poucos meses da eleição não poderia concorrer visto que no Brasil ainda não havia a reeleição para cargos executivos, contudo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou sua candidatura sob o argumento de que o período em que Roriz governou o Distrito Federal o fez por nomeação e não por eleição. Em outubro de 1990 foi eleito em primeiro turno pelo extinto Partido Trabalhista Renovador (PTR) depois de anos filiado ao MDB e ao PMDB. Na primeira e histórica eleição distrital para governador, Joaquim Roriz teve como vice-governadora Márcia Kubitschek (filha de Juscelino Kubitschek). Em 1 de janeiro de 1991 (data prevista pela Constituição Federal de 1988), o Distrito Federal ganha autonomia política tal como qualquer unidade federativa do país e nesse mesmo dia tomam posse Joaquim Roriz e Márcia Kubitschek.
Em 1994, o candidato apoiado por Roriz, Valmir Campelo, perde as eleições. Com isso, Roriz entrega o governo para Cristóvam Buarque (então filiado ao PT).
Nas eleições de 1998 disputa eleições contra Cristóvam Buarque para o cargo e é eleito ao lado de Benedito Domingos (do antigo PPB, atual PP) como vice-governador, em uma eleição ganha com pequena vantagem (51,26% a 48,74%). Em 2002 Roriz se reelege derrotando em segundo turno Geraldo Magela do PT. Roriz vence mais uma vez,numa disputa mais apertada que a anterior, sendo assim reeleito para seu terceiro mandato direto como governador do Distrito Federal.
Após treze anos intervalados como governador do Distrito Federal, por três períodos (1988/1990, 1991/1995, 1999/2006), Roriz renuncia deixando o cargo para sua vice, Maria Abadia, para lançar-se candidato à vaga única do Distrito Federal no Senado Federal nas eleições 2006, pelo PMDB, enquanto sua sucessora lança candidatura ao governo, pelo PSDB, com o intuito de permanecer no cargo até 2010, porém é derrotada no primeiro turno pelo pefelista José Roberto Arruda.
[editar] Escândalo do BRB
Após denúncias oriundas de grampos telefónicos, que pesam contra si com relação a recursos do Banco de Brasília (BRB), e pressões de sectores políticos, Roriz renuncia ao cargo de senador no dia 4 de julho, deixando um empasse sobre quem seria o próximo a ocupar sua vaga, já que seu primeiro-suplente, Gim Argello possui inúmeras acusações, além do TSE agendar para agosto o julgamento sobre crime eleitoral, que poderá cassar a chapa inteira (Roriz e os dois suplentes). No dia 17 de julho, Gim Argello assume, e no mesmo dia é protocolado um documento contra si no Senado Federal.
Roriz é responsável por muitas obras superfaturadas na capital, pela fundação de muitas das cidades-satélites e por somar seguidas vitórias eleitorais conseguidas com ínfimos percentuais de vantagem. É tido por seus aliados como um grande "tocador de obras", como a Ponte JK, vários viadutos e o Metrô de Brasília o qual, em pouco mais de dez anos, consumiu bilhões de reais em recursos e já possui linhas mais extensas que o do Rio de Janeiro, apesar de não estar concluído ainda. Seus adversários e a classe média brasiliense o acusam de ter depauperizado e favelizado o Distrito Federal, com a distribuição em massa de lotes semi-urbanizados em cidades satélites, incentivando a forte migração de pessoas de baixa renda, principalmente de nordestinos, aumentando em mais de um milhão de habitantes a população do Distrito Federal. As cidades de Itapoã, São Sebastião, Vila Estrutural e Vila Roriz jà foram citadas como exemplos típicos de favelização rorizista.
A Operação Aquarela acabou levando para cadeia o ex-presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, que presidiu a organização durante os 08 anos de governo de Roriz no Distrito Federal. Durante a sua prisão, a polícia encontrou relógios caros, dinheiro vivo e uma carta do lobista Maurício Sampaio Cavalcanti sobre cobrança de dívidas ao governador Roriz. Maurício era diretor da agência de propaganda do BRB, Jimenez & Associados.
O Retorno: O anunciado retorno do Sr. joaquim Domingos Roriz ao Governo do Distrito Federal, toma a cada dia forma e força, sobretudo nas regiões onde o mesmo sustenta sua base eleitoral. Nestas regiões administrativas, antigos assentamentos criados e urbanizados pelo ex-governador, o mesmo se encontra com mais de 60% das intenções dos votos( São Sebastião, Recanto das Emas, Estrutural, Itapuã, Samambaia, Santa Maria e Riacho Fundo). E nas outras regiões, pesquisas realizadas no final do ano de 2008, apontam também o ex-governador como favorito a ocupar a chefia do palácio do buriti. Apesar dos recentes escândalos, que culminaram com a renúncia pelo mesmo do mandato de senador, conquistado pelo mesmo com uma esmagadora vitória nas eleições de 2006, Joaquim Roriz permanece como o favorito da população de Brasília, sobretudo aqueles de mais baixa renda.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Domingos_Roriz

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