quinta-feira, 4 de outubro de 2012


O Racismo, O Pobre, O Serviço Público e a Greve

É um absurdo tratar negros diferentes dos outros. Pergunto, são melhores ou piores que o resto da população? Existe Dia da Consciência Negra, Cota para Negros. Não existe nada para os outros como brancos, amarelos, mestiços de toda a sorte, que também compõe a nossa população...  

E ainda existe uma vigilância ferrenha contra todos aqueles que mencionam a palavra negro/negra/preto/preta para acusá-los de racista...

O mais interessante é que podemos nos referir a uma pessoa que não conhecemos como, aquele gordinho (como eu), aquela loira, o careca ali (como eu), mas não, de forma alguma, dizer olha aquele senhor negro, você está louco!!! Você pode ser considerado racista e ser levado para o cárcere sem direito a fiança, cuidado!!! O correto é dizer aquele senhor Afro-Descendente... Tenha santa paciência... Acho que isso sim é RACISMO!!!.

Estamos indo na contramão, estamos separando aquilo que para nós brasileiros já estava se tornando comum, bonito que são as misturas das raças.

Falam em compensação pela escravatura... mas onde estão os índios? Houve alguma raça mais maltratada? Não só aqui como em todo o mundo? Os europeus vieram para as Américas e roubaram suas terras, estupraram suas mulheres, mataram seus filhos, os escravizaram a todos, mas ninguém é considerado racista se disser, olha aquele Índio...

Acredito que está havendo um equivoco imenso e que não muitos anos há frente descobriremos que em vez de super proteger o negro, o estado deveria se voltar ao pobre, de todas as cores e garantir para ele serviços básicos de boa qualidade como Saúde e Educação.

Não creio que devesse criar cotas para os pobres (o que acho ser muito mais justo que cotas para negros), mas que a Educação Pública, a Saúde Pública e todos os Serviços Públicos, que são essenciais a todos, mas principalmente para essa parte da população menos abastadas, fossem tomadas a sério!

Não creio que o Estado deva gastar nenhum centavo a mais nem na Educação e nem na Saúde, mas que os recursos públicos, que são sagrados, fossem melhor monitorados e que os servidores públicos dessas instituições fossem cobrados como são cobrados os seus pares do serviço privado.

Que tais Funcionários Públicos fossem medidos pelas performances para progredirem profissionalmente e não se beneficiando de greve em greve.

Se o serviço público fosse de qualidade não necessitaríamos criar cotas para negros e nem para pobres e essa questão de racismos ficaria para os livros de história!

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