terça-feira, 26 de junho de 2007

Uma linda lição de moral...

Estava lendo uma reportagem um dia desses e descobri que muitas empresas estava contratando boys (office boys) cada vez mais velhos para se aproveitarem das filas dos idosos. Eu particularmente acho isso muito interessante, pois aqueles que um dia havia sido substituído por jovens, agora, dada a sua idade estavam de volta ao mercado de trabalho.

Não seria diferente com o Sr. Nenezinho. Na verdade parece que tem no sangue essa vontade de ajudar... Veja o seu filho, dono de uma empresa aérea que tem contratado pessoas deficientes para ocupar cargos que eles podem fazer com maestria... Parabéns a família do sr. Nenezinho por isso!

Segundo nos consta, o Sr. Nenezinho contratou um senador (na época não sei se era governador) o sr. Ziror para a sua segunda jornada de trabalho, a de "boy". Mas parece que o Sr. Ziror ainda tem problemas com a língua portuguesa, pois ao receber um chequinho qualquer de 2,2 milhões de reais, do Banco do Brasil se dirigiu para o Banco de Brasília, afinal todos os dois são BB... Não podemos criticá-lo.

Mas como é bom ter amigos, não é verdade... Chegando lá encontrou o Sr. Gerente, que por sinal havia sido contratado através da caneta de governador (outra funçãozinha que o Sr. Ziror ocupava nos horários livres quando não estava servindo como boy).

O sr. Gerente, bondosamente não deixou que o Sr. Ziror desse viajem perdida e descontou o seu chequinho. Mas dada a sua idade o Sr. Ziror não teve forças para carregar todo o dinheirinho que o gerente havia lhe entregue, e mais uma vez o gerente bondosamente se ofereceu para ajudá-lo.
Esse gerente realmente merece um elogio, pois, ele não só ajudou ao velhinho Ziror a levar o dinheiro, sugeriu que levaria aqueles trocados diretamente para a sua casa, o que foi prontamente rejeitado pelo Sr. Ziror, afinal de contas a sua casa não apresentava muita segurança (coisa que o DF deixou de ter faz tempo) e não pegaria bem, pois o dinheiro não lhe pertencia e isso poderia soar muito mal para um senhor tão sério quanto ele. Aceitou, porém, quando esse bondoso gerente lhe disse que entregaria na casa do seu chefe.

O Sr. Ziror ficou muito feliz, pois sabia que dessa vez receberia o seu pagamento e ainda poderia contribuir com esse bondoso gerente, pois era lá mesmo que o seu chefe estaria aguardando esse trocado para fazer uma partilha.

O Sr. Ziror que havia trabalhado duro e que tem umas terrinhas e os equipamentos mais modernos do agro negócio ao seu favor (fruto de muito trabalho e inteligência de onde gastar as suas parcas economias) pensou em usar sua pequena parte na aquisição de uma novilha por uma pechincha de 300 mil reais, um troco, não é verdade? Não é sempre que encontramos uma novilha por um valor tão irrisório.

Não é por menos que os seus vizinhos sempre estão se admirando com a capacidade daquele senhor “office boy” de ofício e funcionário público como “bico” aplicar tão bem os seus reduzidos recursos... e crescer além da média brasileira.

Pois é... moral da história: contrate um velhinho como boy pois você assim como o Nenenzinho estará ajudando a sociedade brasileira a ser mais justa e honesta.

Nota:
Essa é uma história de ficção. Claro que isso jamais ocorreria na realidade, pois esse é um mundo muito mal. Mas fica aqui a mensagem que nos inspire a ser tão bondoso e preocupado com a sociedade como o sr. Nenezinho, ser tão trabalhador e honesto como o sr. Ziror e preocupado com as antigas gerações como o sr. gerente que além de fazer o que estava ao alcance fazer como gerente, andou facilmente a sua segunda, terceira e quarta milha para ajudar a um velhinho.

É importante frisar que se alguém se identificar nessa história informamos que é fruto do acaso, pois histórias como essa são impossíveis de acontecer no mundo real.

Um comentário:

Unknown disse...

Essa historinha é muita linda e criativa. Adoraria conhecer o autor para parabenizá-lo e enchê-lo de bejinhos...