quinta-feira, 28 de junho de 2007

Nossa Senhora está cada vez mais preocupada com o seu filho rebelde Roriz

A Nossa Senhora já não aguenta mais servir de escudo humano, ou melhor escudo santo. O Senador Roriz tem invocado seu nome sempre que se mete em enrascada, ou melhor... quando suas enrascadas são descobertas, pois meter-se em enrascada sem ser descoberto é o seu hobby. E vale a pena dizer que ele é bom nisso!

Para facilitar ele até já colocou uma imagem da Santa na sua casa para protege-lo do "mal". Isso não teria nada de anormal se não fosse o tamanho do "out door" e a sua posição voltada para a rua. Se ele é devoto da santa, nada mais normal que ele tivesse na sua casa uma, duas, ou quantas imagens quisesse, mas geralmente para a apreciação do devoto não para fazer frente aos transeuntes.

A exposição da Santa dessa forma, ao meu ver, tem objetivos claros de camuflagem...

Segue abaixo a reportagem sobre a defesa do Senador Roriz na tribuna do Senado.

Defesa essa, além de não trazer nenhum fato novo, que o inocentasse ainda foi ridículo quando teatralmente falando "chorou com lágrimas de crocodilo" fazendo pergunta se sua mulher "não o achava um cafajeste"? Eu gostaria muito de ter ouvido a sua resposta... mas infelizmente, que eu saiba, ninguém registrou-a.

Reportagem retirada do site do Senado Federal

Plenário28/06/2007 - 18h31

Roriz se defende de denúncia de recebimento irregular de dinheiro

O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) foi ao Plenário do Senado, nesta quinta-feira (28), se defender de denúncia de suposto recebimento irregular de recursos do empresário Nenê Constantino, dono de empresa de ônibus em Brasília e da Gol Linhas Aéreas. Além de negar a acusação, Roriz disse ter encaminhado aos senadores documentação que comprovaria a legalidade de empréstimo de R$ 300 mil por Nenê, supostamente usado para pagar uma bezerra comprada em leilão. E revelou ter passado os últimos dias pedindo força e coragem à Virgem Maria.

Roriz também apresentou duas folhas em branco com sua assinatura, uma destinada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a outra, à Polícia Federal (PF). Segundo explicou, a folha reservada ao STF serviria para autorizar a abertura dos sigilos fiscal, bancário e telefônico dele, de sua esposa e de suas filhas. Na outra, a PF seria autorizada a investigar a eventual existência de contas bancárias em seu nome, que não as do Banco do Brasil (BB) e do Banco de Brasília (BRB), no Brasil ou no exterior. O senador Tião Viana (PT-AC), que presidia a sessão, não considerou regimentalmente adequado, entretanto, enviar um papel em branco com assinatura, sugerindo a Roriz que fizesse as autorizações.

O senador pelo Distrito Federal disse não ter feito esses esclarecimentos antes por ter enfrentado um grande sofrimento e se sentir envergonhado, "mesmo não cometendo nenhum ato ilícito". Em diversos momentos de seu discurso, enfatizou nunca ter confundido o público com o privado nos 30 anos de vida pública e ter buscado refúgio na oração e na religião para enfrentar a denúncia, que motivou o PSOL a pedir ao Conselho de Ética investigação da conduta do parlamentar nesse negócio.

- Será que um senador não poderia pedir um empréstimo a um amigo de longa data? Que censura poderia ser feita a alguém que assim agisse? Existe algum artigo no Código Penal e no Regimento Interno do Senado Federal dizendo que pedir dinheiro emprestado é crime, é ilegal? - questionou.

Em relação a eventuais interesses por trás da denúncia, Roriz preferiu não creditá-la diretamente a adversários políticos. Mas ponderou, em seguida, que a imprensa, "quando quer, massacra e destrói", dando como exemplo a acusação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), investigado pelo Conselho de Ética pelo suposto pagamento de contas pessoais pela construtora Mendes Júnior.

- O momento atual reclama de todos nós profunda reflexão. Precisamos de leis mais severas para coibir vazamento de investigações realizadas em caráter sigiloso - reivindicou.

Neste ponto, o peemedebista referia-se à divulgação, pela imprensa, de dados da Operação Aquarela, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que investigou um esquema de desvio de recursos do BRB. Roriz disse ter autorizado essa operação quando ainda era governador do DF e isentou seus comandados, à época, de vazarem conversas telefônicas suas com o ex-presidente do BRB Tarcísio Franklin de Moura.

Roriz confirmou ainda que o empréstimo de R$ 300 mil foi viabilizado por um cheque de R$ 2,2 milhões emitido pelo Banco do Brasil, mas descontado no Banco de Brasília. Sustentou que a operação é legal e seria usada pelos bancos para atrair clientes abastados, como Nenê Constantino. Embora tenha admitido que a Agropecuária Palma, administrada por uma de suas filhas, dispunha de recursos para a compra da bezerra, disse ter preferido contrair o empréstimo, que financiaria um projeto pessoal, para não descapitalizar a empresa.

Por último, o peemedebista reconheceu ter usado palavras inadequadas no telefonema a Tarcísio Moura. E procurou explicar que, quando comentou na conversa que o dinheiro do cheque se destinava a muitas pessoas, queria dizer que uma parte dos R$ 300 mil seria repassada a um amigo para a cobertura de gastos com doença de um parente.

Um comentário:

Gabriela Nardy disse...

Olá,

Sou Gestora de Comunidades do Jornal de Debates ( www.jornaldedebates.com.br ) um jornal na internet que propõe periodicamente temas para discussão. Essa semana um dos debates é "Caso Renan: homem público tem direito à privacidade?".
Encontrei no seu blog um post sobre o assunto (http://augustodemelo.blogspot.com/2007/06/nossa-senhora-est-cada-vez-mais.html), e gostaria de convidá-lo a escrever um artigo para nós.

Qualquer dúvida, entre em contato.

Grata
Gabriela Nardy
gabriela@jornaldedebates.com.br
Gestora de comunidades - Jornal de Debates