quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O Homem De R$ 1 Bilhão

A reportagem abaixo foi retirada na íntegra da Revista Isto É devidamente identificada. A idéia é perenizar essa notícia e brindar a todos que vêm a esse blog por notícias que podem de uma forma ou outra influenciar os seus atos em direção a um mundo melhor.

ISTO É - N° Edição:  2094 |  23.Dez - 17:00
Poucos entendem como o ex-corretor de imóveis e hoje senador Gim Argello conseguiu ampliar seu patrimônio em 10 mil vezes em pouco mais de 25 anos
Sérgio Pardellas e Hugo Marques




Na primeira semana deste mês, o senador Gim Argello (PTB-DF) desembarcou na antessala da Presidência do Senado exibindo um indisfarçável sorriso no rosto. Diante dos olhares de expectativa de parlamentares do PMDB, entre os quais os senadores Renan Calheiros (AL) e Wellington Salgado (MG), Argello justificou tamanha felicidade: “Alcancei meu primeiro bilhão de reais”, disparou, para a surpresa dos colegas. Aos 47 anos, Argello personifica o milagre de Brasília. A capital federal não possui indústrias, grandes multinacionais nem de longe é o coração econômico do País. Mas é uma cidade onde as pessoas usam a proximidade com o poder como trampolim para o mundo dos grandes negócios. Esse é o caso do senador do PTB, que, depois do escândalo do mensalão do DEM, desponta entre os prováveis candidatos ao governo do Distrito Federal em 2010. À ISTOÉ, em entrevista rápida, Argello nega o que vem afirmando aos colegas senadores. Argello iniciou a carreira empresarial há 25 anos, como corretor de imóveis. Tinha um patrimônio que não chegava aos R$ 100 mil, ou seja, 10 mil vezes inferior ao que ele anda alardeando pelos corredores do Senado. Graças à bem-sucedida atividade de corretagem, ele conseguiu multiplicar seus bens por três em menos de uma década. Mas foi com a política que viu seu patrimônio crescer de forma meteórica. Desde que foi eleito deputado distrital pela primeira vez em 1998, Argello não parou de acumular bens. Em 2006, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral patrimônio que somava R$ 805.625,09. Mas só a sua casa de 872 metros quadrados, na Península dos Ministros, área mais nobre de Brasília, localizada próxima à residência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), está avaliada em R$ 5 milhões. Segundo apurou ISTOÉ, o senador do PTB também é proprietário de rádios, jornais e uma franquia da Empresa dos Correios e Telégrafos Setor Comercial Sul (SCS). Dona de uma extensa carteira de clientes, a agência dos Correios, de acordo com especialistas do setor, ostenta um faturamento anual de cerca de R$ 100 milhões, o mais alto entre as 27 franquias da ECT no Distrito Federal.





A maioria das empresas que Argello controla está registrada no nome de parentes e assessores. Desde 2007, por exemplo, há registros na Junta Comercial de sociedade de um de seus filhos, Jorge Affonso Argello Júnior, nas empresas Grid Pneus e Garantia Pneus e Serviços Automotivos. O capital integralizado da Grid é de R$ 1,6 milhão, e o da Garantia, de R$ 2,8 milhões. A Gris, segundo Argello, já teria sido vendida por Jorge Affonso. Em 2007, ele desembarcou no Senado timidamente, como suplente de Joaquim Roriz , que renunciou ao mandato. Em pouco tempo conquistou a confiança de Calheiros e Sarney. Num atestado de força política, o petebista emplacou o assessor técnico de seu gabinete parlamentar, Ivo Borges, numa das cinco diretorias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Como líder da bancada do PTB, com sete votos decisivos para o governo no Senado, Argello também se aproximou da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a quem costuma chamar de “chefa”. A amizade com Dilma foi conquistada durante caminhadas matinais ao lado da ministra, que mora no mesmo bairro do senador. Argello orientou seu jardineiro a avisá-lo sempre que Dilma se preparava para caminhar. Quando ela despontava no horizonte, Argello começava sua sessão de alongamentos, que só terminava quando Dilma cruzava com ele.


O rápido enriquecimento de Argello também lhe rendeu pendências na Justiça. Ele responde a processo no STF por lavagem de dinheiro, crimes contra o patrimônio, apropriação indébita, ocultação de bens, peculato e corrupção passiva. O processo tramita em segredo de Justiça, e não se conhece em detalhes o teor da acusação sobre operações financeiras que Argello não conseguiu identificar. O senador do PTB também foi acusado de envolvimento num esquema de mudança de destinação de lotes na Câmara Distrital. Pelo esquema, áreas rurais desvalorizadas são transformadas em áreas residenciais e áreas para restaurantes viram disputados lotes para postos de gasolina. Esse esquema também teria funcionado nos condomínios de Brasília, pendentes de legalização. A empresária Rosa Lia Fenelon revelou à ISTOÉ que Argello exigiu 100 terrenos em sua propriedade, o Condomínio Pousada das Andorinhas, para legalizar toda a área na Câmara Legislativa, à época em que era deputado distrital. “Tive de passar 100 lotes para pessoas indicadas por Argello. Fui extorquida”, acusa Rosa. Quando procurada por Argello, em 2001, Rosa estava vendendo os terrenos a R$ 30 mil cada um. Hoje, é impossível comprar um lote por menos de R$ 300 mil na região. Rosa afirma que todos os terrenos foram entregues a assessores e parentes do senador. “A gente não consegue legalizar nada em Brasília se não for através da corrupção”, lamenta, explicando que Argello foi pessoalmente à sua casa para cobrar o dízimo. O senador desmente as acusações e diz que nunca fez negócios com Rosa e nunca autorizou ninguém a falar em nome dele com a empresária. Sobre seu suposto patrimônio bilionário, desconversa. “Deus queira que isso um dia aconteça”.

sábado, 19 de dezembro de 2009

SONHO DE VOAR

Em geral as reportagens da revista TAM nas Nuvens são excelentes. Na revista de dezembro 2009 (ano 2 No. 24), porém fiquei decepcionado com seção Memória onde trás uma foto de um avião de brinquedo, réplica do Spirit of St. Louis tirada em aproximadamente 1927, “pilotado” por uma criança. No texto embora tenha o título Sonho de Voar não se menciona o nosso sonhador, e porque não dizer o maior sonhador de todos quando o assunto é voar, ou seja, Alberto Santos-Dumont. Menciona inclusive os irmãos Wright que diferente de Santos-Dumont, não conseguiram fazer com que uma máquina mais pesada que o ar voasse por meios próprios antes dele. Eles foram responsáveis por um “vôo” para uma platéia restrita, e porque não dizer escondido, em um aparelho impulsionado por uma catapulta. Diferentemente de Santos Dumont que fez um vôo com seus próprios meios (tinha um motor) para uma grande platéia, de observadores e mídia local, que viram estupefatos um homem tirar do solo um aparelho, um tanto quanto esquisito, para voar. É importante informar que o Demoiselle que já tinha características de um avião moderno voou em 1907, um ano depois do 14BIS. Esse fato se deu ainda antes que o Flyer B dos irmão Wright voassem por conta própria em 1910. Bem, polêmicas a parte, não acredito que seja justo que Santos-Dumont não tenha sido de nenhuma forma mencionado nesse pequeno texto, em uma revista brasileira. Será que aos poucos vamos nos rendendo a pressão americana?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Pedágio 2





Concordo com os comentários do Caio Serette com relação aos pedágios em São Paulo ('Painel do Leitor', 18/12). Gostaria de ampliar e dizer que os pedágios brasileiros são abusivos se comparados a outros países. Não sei se o poder público controla as margens praticadas pelas concessionárias, coisa que parece ser natural já que é uma concessão de um serviço público, mas parecer não parece. Sou contrário ao modelo utilizado no Brasil para conceder as nossas estradas para esses empresários. Nós, através dos nossos impostos, construímos as estradas e aquelas que forem economicamente viáveis a iniciativa privada toma para mantê-las e cobrar pelos serviços inclusos na concessão.
Não precisa ir muito longe, como o Caio foi, basta irmos ao Chile. Lá a parceria público/privada funciona da seguinte maneira: Existe uma necessidade, o governo desenvolve as especificações que irão atender a essa necessidade plenamente e licita. Ganha a licitação quem oferecendo o menor preço para o pedágio a ser cobrado, constrói a estrada. Note que a estrada tem um tempo para ser explorada depois disso a mesma retorna ao estado. Isso sim se chama respeito. Lá apesar de todos os gastos do empresário, os pedágios são mais baixos que os cobrados no Brasil. O melhor de tudo isso é que as ruas, estradas e avenidas são infinitamente melhores que as nossas, por quê?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Eurides Brito da Silva e nota oficial

"Em razão do noticiado pela imprensa, sobre as denúncias do senhor Durval Barbosa, que envolvem também a minha pessoa, quero informar aos meus eleitores e amigos a minha perplexidade com a acusação do referido senhor. Não me manifestei antes porque fiquei aguardando conhecer o processo, já que nem sabia do que era acusada.
Entrega o teu caminho ao senhor e Ele tudo fará. Esta foi, é e sempre será a conduta de minha vida".

Nota oficial divulgada pela deputada Eurides Brito (PMDB)
acusada de envolvimento na Operação Caixa de Pandora.

Não fiquei perplexo e nem surpreso  com que eu vi, já esperava isso, há algum tempo... “Dize-me com quem andas e te direi quem és”. Uma pessoa que anda com o Roriz e compartilhou o governo por tantas vezes e por tanto tempo não teria aprendido algo com ele? Quem não se lembra dele descontando os R$ 2.231.155,60 do Nenê Constantino[1], com um cheque do Banco do Brasil no Banco de Brasília? Óleo não se mistura com a água. Ou você é água ou você é óleo e como tal se mistura aos seus pares.


Eurides Brito, assim com o Arruda, tiveram um professor de peso: Joaquim Roriz. Mas como um bom mestre, como na fábula do gato e da onça, “nem tudo o mestre ensina aos seus aprendizes”.


O Roriz cresceu muito com esse escândalo, o que foi contrário a tudo o que se previa, já que o Sr. Durval é resquício do seu governo e que grande parte desses vídeos foram gravados durante a sua gestão, ates que o Arruda viesse a assumir o governo do DF.
Não ficaria surpreso se descobrissem que o Joaquim Roriz está por trás de tudo isso. Esse escândalo teve um único objetivo: parar o crescimento acentuado do atual governador em relação ao seu segundo mandato, ferisse quem ferisse, mesmos que um deles fosse a Eurides Brito.


Ela sempre esteve no governo e sempre votou com eles, a única exceção foi durante o governo do Cristovam, que na época era do PT, do qual ela fez duras críticas, claro!


Embora seja uma verdade velada, essa prática de distribuir o dinheiro da corrupção com os deputados faz parte da rotina daqueles que ocupam o executivo. Deputados inescrupulosos vendem os seus votos em troca desses “apoios” financeiros. Se o executivo não alcançar os votos necessários para tocarem os seus projetos não podem governar. Tais votos não podem ser alcançados se esse “passe” não for pago.


O executivo se ver encurralado. Ou colabora com a caixinha dos deputados ou nada feito! Bem, isso não busca justificar nada. Corrupção é crime, não importando se é passiva ou ativa, e como tal tem que ser combatida com rigor!


Para isso tem-se que primeiro fiscalizar essa prática acompanhando as votações dos membros do legislativo procurando padrões que possam indicar corrupção e compra de votos. Segundo, permitir que os eleitores acompanhem voto a voto, de forma nominal – jamais secreto – através de transmissão televisiva ao vivo.


O comércio de votos nessas casas legislativas é “uma prática usual”, como dizia o tesoureiro do PT por ocasião da CPI do “mensalão” petista.


A maior prova disso é que quase todos os partidos tiveram o seu “mensalão” revelado. Vejamos então: O “mensalão mineito” do PSDB, o “mensalão” da reeleição do FHC (pouco explorado) e agora com o “mensalão” brasiliense do DEM. Parece que é só uma questão de tempo para ser descoberto ou não. Não encontramos ainda o “mensalão” do PMDB porque inclusive não se necessita, pois seus membros são encontrados em todos eles. A exemplo da Deputada Eurides Brito que é do PMDB.


Eurides Brito é extremamente inteligente, tem uma oratória irretocável e uma linha de pensamento e de raciocínio rápida e coerente, pena que não tenha se destacado fazendo o bem! Mas em contrapartida deu essa maravilhosa contribuição a esses polêmicos políticos.
Esperamos que seja feita a justiça. O que é público deve ser também sagrado, ninguém deve fazer uso dele que não seja em prol do próprio povo.


Se Eurides é culpada que ela pague por isso, caso contrário que ela seja absorvida, porque, mesmo criminosos perigosos tem direito a defesa.

sábado, 21 de novembro de 2009

O cartel do combustível em Brasília

O PROBLEMA DO BRASIL É A JUSTIÇA


O cartel do combustível em Brasília


Não é difícil descobrir que o mercado de combustível no DF é cartelizado. Basta uma pequena amostra para chegar a essa conclusão. Postos aumentam seus preços de um dia para outro, para o mesmo valor, sem que nenhum tipo de agente externo, como aumento de preços das distribuidoras ou transporte (frete), sejam evidentes.


Não é difícil se chegar a essa conclusão se de forma bastante simples imaginar que é quase impossível que todos os postos tenham despesas similares, para não dizer iguais, para justificarem o mesmo preço com a finalidade de se manter uma determinada margem de lucro pré-determinada.

O cartel do combustível em Brasília “só depende do Judiciário” segundo o Promotor Leonardo Bessa em artigo publicado pelo Jornal da Comunidade (Brasília 21-27 de novembro de 2009).

Segundo o mesmo artigo é informado que “Ação, ajuizada em 2007 e que aguarda decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, argumenta que postos de combustíveis comercializam gasolina e álcool com uma margem de lucro exagerada”.

O jornal da comunidade tentou falar com os responsáveis pela Rede Gasol, uma rede pioneira anteriormente chamada de CASCÃO (nome recebido do seu fundador Elson Cascão que inaugurou seu primeiro posto, na Cidade Livre, no dia 21 de julho de 1958 segundo informação do seu website oficial www.gasol.com.br) mas uma atendente da rede informou que “os preços são repassados pelo Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustível e de Lubrificantes do DF)”, coisas que já tínhamos conhecimento, porque, basta perguntar a qualquer frentista que receberá a informação de que a ordem de aumento vem por meio de telefonema informando que no dia seguinte o valor do combustível terá um novo valor determinado. Eu mesmo presenciei um desses telefonemas quando abastecia o meu veículo no posto Petrobrás (antigo Ipiranga) no Sudoeste ao lado do HFA.

De acordo com a cartilha Combate a Cartéis e Programa de Leniência, a Lei No. 8.884, de 11 de junho de 1994, conhecida como a Lei de Defesa da Concorrência, todos – pessoas físicas, empresas públicas e privadas, associações de classe e sindicatos, independentemente do setor de atuação – estão sujeitas aos dispositivos da lei.

Portanto, se está claro que o Sinpetro determina o preço a ser praticado por todos os seus associados isso se caracteriza CARTEL e como crime tem que ser punido.

O Jornal da Comunidade informa que “na ação impetrada em 2007, o promotor de Justiça [Leonardo Bessa] disse que a empresa já se defendeu e o MP aguarda apenas a decisão do juiz. O processo se encontra na 3ª. Vara Cível, no Juizado de Primeiro Grau do TJDFT.”

Aguardamos com ansiedade a decisão desse Juiz que mesmo depois de três anos de meditação sobre o caso não chegou a nenhuma conclusão!

Será que ela é tão difícil assim de ser tomada baseada em uma lei clara e de sinais ainda mais claros de transgressão à lei?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Agradeço Senhor pelo meu trabalho…

O trabalho é moeda rara. Muitos procuram, poucos acham...
Quanto menor o currículo acadêmico daquele que garimpa menor a possibilidade de empregar-se.
Muitos choram a falta de um emprego. Que seja ele formal, informal ou qualquer coisa que possa gerar alguma renda e o torne um cidadão pleno.

Pensando nisso podemos imaginar quão felizes e eficientes estão todos aqueles que gozam dessa regalia e que ao levantar diariamente agradecem a Deus por esse dom.

Errado!

Muitos desses privilegiados não fazem questão de ser o melhor que podem nas suas próprias capacidades. Desenvolve o trabalho abaixo das possibilidades e expectativa. São mal humorados e descorteses e acham que porque conseguiram postos de trabalho tem franqueada uma visão míope que os levam a ver apenas direitos sem se preocupar que antes dos direitos vêm os deveres.

É uma pena!

domingo, 9 de agosto de 2009

Deputados federais gastaram em julho mais de R$ 6 milhões com custeio

Mesmo com duas semanas de recesso em julho, deputados gastaram mais de R$ 6 milhões em despesas com telefone e passagens aéreas, segundo levantamento da CBN. Foi o primeiro mês em que estes gastos foram somados à verba indenizatória de R$ 15 mil, que já inclui despesas com gasolina, alimentação e divulgação da atividade parlamentar. No mês, cada deputado utilizou em média R$ 12.380.

Fonte: http://cbn.globoradio.globo.com/home/HOME.htm

Meus comentários:
Isso é um absurdo!
Por esse motivo é que quem paga imposto nesse país tem que trabalhar tanto para sustentar esses senhores, que na grande maioria não trabalham visando o país, mas sim o seu bolso e seus interesses pessoais e particulares.
Será que antes de morrer ainda verei os “representantes do povo” trabalharem em prol do bem estar dos cidadãos brasileiros?

PARQUE CENTRAL DE ÁGUAS CLARAS

Mesmo faltando área verde em Águas Claras (DF), até o momento nenhuma atitude foi tomada com relação ao Parque Central que, dia pós dia, vem sendo tomado por estandes de vendas de imóveis, inclusive por uma floricultura que funciona onde foi um estande de vendas anteriormente.

Pergunto:
Além de ocuparem a nosso parque central, poluindo o visual, estão eles pagando algum aluguel pelo espaço?

Encontrei no website http://aguasclarasdf.com/site/mapa/Mapa2.html a sigla de BI Águas Claras para identificar o que no mapa original e oficial seria o nosso Parque Central.
Será que já deram outra destinação ao nosso tão necessário Parque Central?

Tive o cuidado de copiar o mapa do website oficial (Portal do Cidadão) onde o parque central está em evidência http://www.aguasclaras.df.gov.br/sites/100/195/00000196.pdf

Por favor, senhor governador, faça algo pelo nosso parque central.
Não deixe que Águas Claras fique ainda pior do que já é!
Não deixe que o nosso Parque Central seja utilizado para dar vazão à fome insaciável dos empreiteiros de Brasília.

Nota:
Esse e-mail foi enviado ao GDF através do seguinte endereço: 'comunidade.ouvidoria@aguasclaras.df.gov.br'
A resposta recebida, se for recebida alguma, publicarei nesse blog.

domingo, 2 de agosto de 2009

TRÂNSITO E GRANDES CIDADES

A solução para o trânsito das grandes cidades seria entendê-lo e controlá-lo como um organismo vivo e dinâmico.

Porque não se monitora a abertura e fechamento de sinais baseados na presença, ausência de veículos nos cruzamentos e velocidade de fluxo do trânsito?

Claro que isso não significa que, porque tem um veículo em um cruzamento, esse semáforo deva ser aberto imediatamente sem levar em consideração um determinado ciclo. Tal ciclo deverá se basear no sistema de tráfego como um todo.

Não se concebe fechar um semáforo de uma via principal em função de uma via secundária que não possui, muitas vezes, veículo algum aguardando.

Não se concebe uma via importante não possuir uma “onda verde” onde os veículos em uma marcha constante conhecida não necessitassem parar a todo o instante e reiniciar sua macha em seguida, desperdiçando combustível, contribuindo para a poluição e fazendo a economia perder milhões de reais traduzidos pelas muitas horas gastas no trânsito.

A velocidade de abertura e fechamento de semáforos deveria ser baseada nos horários e quantidade de veículos circulando. Com isso resolveria o problema do trânsito caótico que reina poderoso. Uma via com uma grande concentração de veículos no horário de pico não poderia ter a mesma velocidade desta mesma via na madrugada quando a existência de veículos é rara.

Algumas cidades brasileiras, sendo Brasília uma delas por excelência, monitora a velocidade das vias e avanço dos semáforos por meio de sensores espalhados ao longo das vias com apenas o intuito arrecadador, longe de ser educador ou controlador de tráfico.

Para se resolver esse problema crônico do trânsito das grandes cidades brasileiras teria que se contratar engenheiros de tráfegos capazes, construir equipamentos de trânsito eficientes e em locais apropriados e monitorar melhor as vias, tratando o trânsito como um organismo vivo e dinâmico só depois que se pensaria o que fazer com a cota de automóveis em circulação.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

NovaDutra, novo pedágio

Recebi a seguinte notícia:

Em 13 anos de concessão, a NovaDutra realizou investimentos de aproximadamente R$ 2,4 bilhões em modernização. Construiu pistas marginais, terceiras faixas, pontes, viadutos e passarelas. Além de realizar uma série de melhoramentos como a recuperação da pavimentação, instalação de barreiras de concreto no canteiro central e sinalização melhor e mais moderna.
(DCI - de olho na notícia - 31/07/09 - 00:00 > ESTADOS E MUNICÍPIOS).

Apergunta que gostaria de fazer é:

Para que a NovaDutra fizesse um investimento de R$2,4 billões, quanto será que ela faturou nesse mesmo período?

Eu particularmente gosto MUITO da ideia dos investimentos público/privados desde que os ganhos sejam compatíveis e o poder público (leia-se: nosso dinheiro) não necessite fazer o investimento inicial e deixar o privado apenas fazer a manutenção e faturar trilhões as nossas custas.

Sou favorável ao modelo aplicado por muitos países onde o poder público, ao detetar uma necessidade, oferece a "possibilidade" para que o capital privado apresente uma proposta de investimento inicial e de faturamento durante o período de concessão. Nesse caso o poder público entra apenas com a fiscalização garantindo que a especificação "TÉCNICA" seja aplicada sem excessão. Isso sim que é parceria público/privada. Não entregar apenas o "filé" depois que o nosso dinheiro já foi gasto... o que recebemos de volta por esse investimento? Nada claro, porque até para usar esse nosso investimento temos que pagar preços abusivos (vejam o que serviços similares cobram no mundo e comparem com o que pagamos).

Bem... pelo menos estamos no caminho correto, embora ainda devemos passar por muitos muitos anos até que os habitantes do Brasil se tornem verdadeiramente cidadãos e comecem a exercer a sua cidadania cobrando, sem se esquecer dos seus deveres, os seus direitos.

sábado, 24 de janeiro de 2009

QUEM É ESSE TAL DE JOAQUIM DOMINGOS RORIZ?

Joaquim Domingos Roriz (Luziânia, 4 de agosto de 1936) é um político brasileiro, filiado ao PMDB. Foi governador do Distrito Federal por quatro mandatos, ministro da Agricultura e Reforma Agrária nas duas primeiras semanas do governo Fernando Collor e senador, cargo ao qual renunciou em 4 de julho de 2007, depois de acusações de corrupção [1].
Foi eleito vereador de sua cidade natal, deputado estadual em 1978, deputado federal em 1982 e vice-governador de Goiás em 1986 com breve passagem pela prefeitura de Goiânia em 1987 na qualidade de interventor. Em 1988, o então presidente da República, José Sarney, o nomeou governador do Distrito Federal, na época em que o Distrito Federal ainda não possuía direito de eleger o próprio governador.
Entre 15 a 29 de março de 1990 Joaquim Roriz foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Collor, renunciando ao cargo para disputar o governo do Distrito Federal por via direta. Teve sua pretensão contestada pelos adversários sob o argumento de que como já exercera o mandato a poucos meses da eleição não poderia concorrer visto que no Brasil ainda não havia a reeleição para cargos executivos, contudo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou sua candidatura sob o argumento de que o período em que Roriz governou o Distrito Federal o fez por nomeação e não por eleição. Em outubro de 1990 foi eleito em primeiro turno pelo extinto Partido Trabalhista Renovador (PTR) depois de anos filiado ao MDB e ao PMDB. Na primeira e histórica eleição distrital para governador, Joaquim Roriz teve como vice-governadora Márcia Kubitschek (filha de Juscelino Kubitschek). Em 1 de janeiro de 1991 (data prevista pela Constituição Federal de 1988), o Distrito Federal ganha autonomia política tal como qualquer unidade federativa do país e nesse mesmo dia tomam posse Joaquim Roriz e Márcia Kubitschek.
Em 1994, o candidato apoiado por Roriz, Valmir Campelo, perde as eleições. Com isso, Roriz entrega o governo para Cristóvam Buarque (então filiado ao PT).
Nas eleições de 1998 disputa eleições contra Cristóvam Buarque para o cargo e é eleito ao lado de Benedito Domingos (do antigo PPB, atual PP) como vice-governador, em uma eleição ganha com pequena vantagem (51,26% a 48,74%). Em 2002 Roriz se reelege derrotando em segundo turno Geraldo Magela do PT. Roriz vence mais uma vez,numa disputa mais apertada que a anterior, sendo assim reeleito para seu terceiro mandato direto como governador do Distrito Federal.
Após treze anos intervalados como governador do Distrito Federal, por três períodos (1988/1990, 1991/1995, 1999/2006), Roriz renuncia deixando o cargo para sua vice, Maria Abadia, para lançar-se candidato à vaga única do Distrito Federal no Senado Federal nas eleições 2006, pelo PMDB, enquanto sua sucessora lança candidatura ao governo, pelo PSDB, com o intuito de permanecer no cargo até 2010, porém é derrotada no primeiro turno pelo pefelista José Roberto Arruda.
[editar] Escândalo do BRB
Após denúncias oriundas de grampos telefónicos, que pesam contra si com relação a recursos do Banco de Brasília (BRB), e pressões de sectores políticos, Roriz renuncia ao cargo de senador no dia 4 de julho, deixando um empasse sobre quem seria o próximo a ocupar sua vaga, já que seu primeiro-suplente, Gim Argello possui inúmeras acusações, além do TSE agendar para agosto o julgamento sobre crime eleitoral, que poderá cassar a chapa inteira (Roriz e os dois suplentes). No dia 17 de julho, Gim Argello assume, e no mesmo dia é protocolado um documento contra si no Senado Federal.
Roriz é responsável por muitas obras superfaturadas na capital, pela fundação de muitas das cidades-satélites e por somar seguidas vitórias eleitorais conseguidas com ínfimos percentuais de vantagem. É tido por seus aliados como um grande "tocador de obras", como a Ponte JK, vários viadutos e o Metrô de Brasília o qual, em pouco mais de dez anos, consumiu bilhões de reais em recursos e já possui linhas mais extensas que o do Rio de Janeiro, apesar de não estar concluído ainda. Seus adversários e a classe média brasiliense o acusam de ter depauperizado e favelizado o Distrito Federal, com a distribuição em massa de lotes semi-urbanizados em cidades satélites, incentivando a forte migração de pessoas de baixa renda, principalmente de nordestinos, aumentando em mais de um milhão de habitantes a população do Distrito Federal. As cidades de Itapoã, São Sebastião, Vila Estrutural e Vila Roriz jà foram citadas como exemplos típicos de favelização rorizista.
A Operação Aquarela acabou levando para cadeia o ex-presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, que presidiu a organização durante os 08 anos de governo de Roriz no Distrito Federal. Durante a sua prisão, a polícia encontrou relógios caros, dinheiro vivo e uma carta do lobista Maurício Sampaio Cavalcanti sobre cobrança de dívidas ao governador Roriz. Maurício era diretor da agência de propaganda do BRB, Jimenez & Associados.
O Retorno: O anunciado retorno do Sr. joaquim Domingos Roriz ao Governo do Distrito Federal, toma a cada dia forma e força, sobretudo nas regiões onde o mesmo sustenta sua base eleitoral. Nestas regiões administrativas, antigos assentamentos criados e urbanizados pelo ex-governador, o mesmo se encontra com mais de 60% das intenções dos votos( São Sebastião, Recanto das Emas, Estrutural, Itapuã, Samambaia, Santa Maria e Riacho Fundo). E nas outras regiões, pesquisas realizadas no final do ano de 2008, apontam também o ex-governador como favorito a ocupar a chefia do palácio do buriti. Apesar dos recentes escândalos, que culminaram com a renúncia pelo mesmo do mandato de senador, conquistado pelo mesmo com uma esmagadora vitória nas eleições de 2006, Joaquim Roriz permanece como o favorito da população de Brasília, sobretudo aqueles de mais baixa renda.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Joaquim_Domingos_Roriz

CARTA ABERTA AO URBANISTA PAULO ZIMBRES

Prezado Urbanista Paulo Zimbres,

Não sou arquiteto nem urbanista, sou simplesmente um morador de Águas Claras! Posso não entender de urbanismo, mas entendo de viver bem.

Todos os dias fico triste em um dia ter investido aqui.

É uma pena que não tenhamos em Águas Claras um plano piloto (Brasília) melhorado.

Acho que o desenho do urbanista Lúcio Costa é digno de cópia e porque não dizer copiar melhorando afinal de contas Brasília para mim é um exemplo de cidade. Morei lá quase toda a minha vida e convivo com aquele traçado todos os dias ao ir ao meu escritório no setor de autarquias sul.

Infelizmente prezado urbanista esse e-mail não é de elogio, gostaria que fosse mais não é!

Embora more em Águas Claras há quase 4 anos eu não consigo achar um endereço facilmente...

Alguns amigos moram em quadras, outros em ruas outros em lotes, para mim uma bagunça.

Em Brasília, de posse de um endereço, saberei, não só chegar lá sem necessidade de perguntar a ninguém, como escolher o melhor caminho, sem nunca ter ido lá antes.

Isso sim é uma cidade cartesiana moderníssima apesar dos seus 50 anos.

Isso sim é que é um traçado urbanístico inteligente.

Águas Claras por sua vez é uma cidade com menos de 9 anos e que já está insuportável, é certo que ela por um lado está descaracterizada com a mudança arbitrária dos gabaritos dos prédios de 12 andares para 40, 50, 100... sei lá quantos mais, promovido pelo grande destruidor de Brasília o Excelentíssimo Sr. ex-governador, ex-Senador, e outros “ex” mais... Joaquim Domingos Roriz.

Mas por outro lado as características inerentes de seu projeto urbanísticos como as vias públicas de transito são insuportáveis. Os lotes para a construção de prédios estão à beira das ruas e avenidas não deixando a possibilidade de uma expansão ou alargamentos futuros (para corrigir erros do projeto inicial).

Ruas e avenidas se cruzando sem que fossem usados equipamentos tão bem resolvidos em Brasília que são as rotatórias, tesourinhas, etc. obrigando a instalação de semáforos e quebra-molas (que são soluções burras, caras e antiquadas, mas as únicas soluções possíveis).

As duas Boulevards com seu traçado sinuoso, perigoso e cruzando uma série de vezes outras vias (sem os equipamentos já falados antes) são fontes de acidentes intermináveis.

E mais... onde estão as áreas verdes que estava acostumado em ter em Brasília?

Nada disso temos em Águas Claras.

É uma pena Sr. Arquiteto e Urbanista Paulo Zimbres que o senhor teve nas mão um espaço virgem, pronto para receber os seus traçados e não tenha feito uma Brasília melhorada, mas uma cidade desorganizada e de péssima qualidade de vida para os seus moradores.