segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

COMENTÁRIOS SOBRE AS COLOCAÇÕES DE MIRIAM LEITÃO SOBRE BUROCRACIA E TOMADA ELÉTRICA NA CBN EM 28 DE JULHO DE 2010.

Mirian Leitão,

Com relação aos seus comentários de hoje, 28 de julho de 2010, posso dizer que está certíssima.


O Brasil que deveria seguir na direção dos países mais desenvolvidos acabando com a burocracia vai indo na outra direção criando mais e mais burocracia burra e desnecessária.

Com relação às tomadas elétricas, não posso concordar. A mudança feita segue no caminho certo (ABNT NBR 14136:2002). É uma tomada muito mais segura e busca padronizar uma bagunça generalizada de mais de 10 tipos diferentes encontradas no mercado.

Já era tempo disso acontecer. Os produtos fabricados no Brasil e aqueles importados pelo Brasil não seguiam nenhuma regra era uma bagunça generalizada além do grande perigo potencial das usuais adaptações. Por esse motivo tantos adaptadores disponíveis no mercado.

Agora é lei, temos apenas uma que, além de segura é muito prática.  Tenho certeza, você irá gostar e o Brasil agradece!

MODEM 3G TIM QUE NÃO FUNCIONA - SE QUISER UM QUE FUNCIONE PROCURE A CLARO!

Recebemos um consultor da TIM na nossa empresa para tratar do assunto de novos modems 3G para uso em viagem e para o uso de uma funcionária em sua residência.

O consultor que se identificou como sendo uma pessoa experiente e que antes de trabalhar para a TIM já havia trabalhado para todas as outras empresas e tinha mudado para a melhor empresa. E o seu “papo”nos convenceu que o modem 3G da TIM era o melhor do mercado e a cobertura nacional era uma das melhores se não a melhor.

Como usuário da CLARO, pediu-me para verificar a velocidade do modem através do velocímetro do RJNET. Ao ver a velocidade me informou que com o TIM a velocidade seria no mínimo o dobro daquela. Curiosamente o mesmo não tinha um modem 3G da TIM para testar,pois pedi para testar o dele e ele me informou que o dele se encontrava no carro e que podia confiar, pois ele havia saído de um cliente no nosso mesmo prédio e que havia testado a velocidade lá e por isso na informação passada.

Empolgado com a idéia de ter melhor velocidade e uma cobertura maior e melhor que a CLARO imediatamente aceitei adquirir dois modens. Um para as minhas constantes viagens e outro para a utilização de uma das minhas funcionárias que, assim como eu usava um CLARO.
Bem a desilusão ficou na minha primeira viagem. Ao passar uma semana em Maragogi, AL, descobri que o modem simplesmente não funcionava, ou melhor, a velocidade era tão baixa que não consegui abrir nenhum website e muito menos o meu e-mail. O modem da 
CLARO que ainda estava em meu poder e ainda não havia sido cancelado foi a minha salvação.

Utilizei o meu modem CLARO todos os dias e ainda dividi com a minha mãe que ironicamente também tinha um modem TIM, doando por mim e que está ainda no meu nome, há bastante tempo, que antes dessa viagem apenas havia sido utilizado na sua casa e nós não sabíamos que o mesmo era tão ruim.

Hoje fiz duas reclamações, cujos os protocolos são 2010.223.711.487 para os dois modens pessoa jurídica e 2010.223.639.775 para o modem de pessoa física.

Fiquei ainda mais aborrecido porque nos dois casos as atendentes me informaram que realmente em grande parte do país a cobertura da TIM é ainda muito ruim e que não tem previsão de melhora.

O intuito dessa reclamação é:

1.             Abrir os olhos de quem deseja adquirir modem 3G para que de forma alguma adquiram modem 3G se a idéia for viajar com ele.

2.             Informar que se for comprar que verifique com o consultor a velocidade no local de uso para não ser pego de surpresa.

3.             Informar que se for para não ter problemas que compre o modem 3G da CLARO que não terá nenhum problema, da mesma forma que nunca tive nos meus mais de três anos de uso em viagem e no mais de 12 meses que a minha funcionária utilizou em sua residência.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Nono dígito em número de telefone celular em São Paulo

Acrescentar mais um digito aos telefones de apenas uma região do país, nesse caso a Região Metropolitana da Grande São Paulo, me parece uma medida simplesmente absurda. Mais absurda ainda é a justificativa vazia de que teria sido levado em consideração a “facilidade de assimilação da mudança pela população”, sem explicar o método de “estudo” que levou a essa afirmação.

Particularmente acredito que será muito mais difícil memorizar esses novos números pela falta da cadência que foi alcançada e facilitada com os atuais 8 dígitos.

Uma medida racional e de um impacto importante para o futuro seria a de modificar os códigos DDD nacional dos atuais 2 dígitos para três dígitos dividindo grandes centros metropolitanos por regiões geográficas ou bairros ou regiões administrativas e não como é hoje.

A adoção de mais um dígito nos números de telefone dessa região trará a falta de consistência nos números desses celulares em relação a todos os outros equipamentos de telefonia fixa e móvel do país. Isso só irá causar confusão e induzirá ao erro.

Essa medida é simplesmente inaceitável.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Incompetência e Descaso


Acabamos de gastar milhões e milhões em vias publicas no DF e o que vimos foi um show de incompetência.

Vias já sub-dimensionadas, tanto para o volume como para a carga, onduladas, desalinhadas e sem escoamento para as águas pluviais onde vemos em dias de chuva verdadeiras piscinas onde deveríamos ver pista de rolamento.

Resultado: trânsito caótico e vias esburacadas, trazendo prejuízos aos motoristas mesmo antes da sua inauguração oficial.

O mais interessante é que essas mesmas empresas desenvolvem projetos no exterior com um grau de qualidade elevado e longe de cometerem esses mesmos erros absurdos.

Será que os bons engenheiros estão ocupados desenvolvendo projetos em outros países e os que permanecem aqui são os incompetentes? Essa poderá ser uma possibilidade, porém, prefiro não acreditar nela por motivos óbvios.

Mas então como explicar esse descaso com as obras públicas?

Na minha cabeça de questionador vêm algumas respostas a essa minha pergunta que são: a certeza da impunidade e a incompetência e corrupção dos agentes públicos de fiscalização.

Faz-se o quiser fazer, da forma mais barata, mais descompromissada, mais afastada das técnicas avançadas e disponíveis,  e recebe-se o pagamento por isso.

Como o poder público é incompetente para cobrar as garantias, quando as mesmas se desgastam o pessoal do “tapa buraco” vai lá e a custa do recursos públicos, novamente, faz um remendo e tudo fica por isso mesmo quando esses reparos deveriam está inclusos na garantia da obra.

A população fica com uma via remendada, menos eficiente e além de tudo mais cara pois!

Será que parecemos palhaços ou na realidade somos mesmo palhaços para aceitar isso de “bico fechado”?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Carta aberta ao Exmo. Sr. Ministro do STF Gilmar Mendes


Nota: Essa carta é manifestação da Equipe “Roriz Não Mamãe”, não tratando-se, portanto, de um manifesto do Movimento Ficha Limpa

Ao acompanharmos o julgamento no STF da última quarta sobre o recurso contra o impedimento do Dep. Jader Barbalho sob a chamada “Lei da Ficha Limpa”, não pudemos ignorar a assertiva proferida por V. Ex.ª, também divulgada pela mídia, a seguir:
“Esta é uma lei casuística para ganhar eleição no tapetão. A inelegibilidade pela renúncia foi incluída na Lei da Ficha Limpa de forma casuística com foco na eleição do DF”.
O que podemos dizer de tamanha aberração é que tão infeliz quanto esta declaração é a tentativa de ridicularizar as razões de tão importante lei na instância máxima do judiciário brasileiro.
A discordância – com fundamentos – da aplicação da “Lei da Ficha Limpa” é totalmente compreensível, aceitável e foi brilhantemente proferida por outros ministros. O que nos é incompreensível é a singularidade do pensamento minimalista e irresponsável de tal declaração, que se aproxima do pensamento simplista de um ser humano pouco evoluído.
Imaginar que o movimento legítimo da ficha limpa, que mobilizou todo o país em defesa da moralidade política brasileira, não passa de uma lei CASUÍSTICA, com foco apenas nas eleições do Distrito Federal, é algo que beira a má-fé.
A inegibilidade pela renúncia já fazia parte do processo de composição da Lei em seu projeto original. Não mirou pessoas em particular. Mirou o processo como um todo. E se a lei mirou algum perfil, mirou o perfil corrupto, dos inaptos a defenderem legitimamente um mandato em sua integridade, daqueles incapazes de respeitarem seus próprios eleitores.
Esse pensamento raso e pueril pretendeu diminuir a importância da Lei Complementar nº. 135/2010, dando-lhe uma conotação política regional viciada. Pretendeu dar ao Sr. Joaquim Roriz valores e méritos que ele não tem. Pretendeu criar  uma conspiração no DF para o Brasil. Pretendeu criar o bairrismo político aplicado nacionalmente para justificar pretensões políticas locais. Pretendeu desqualificar o que V. Ex.ª qualifica como “Movimento vexátório de improvisação institucional”.
Essa agressão gratuita, irresponsável e desrespeitosa à vontade explícita de milhões de brasileiros e ao processo democrático sugere uma postura política desprezível e reprovável, afrontando a independência do judiciário com sua contaminação política, provavelmente um dos critérios que já conduziu determinados ministros ao Supremo Tribunal Federal ao longo de sua história.
A proteção histórica do que consideramos a “ala sombria” da política brasileira é preocupante. Não que a defesa de tais representantes signifique, necessariamente, aliar-se ao mal; pode apenas ser o exercício jurídico do contraditório e da igualdade de direitos a todos, indistintivamente.
A questão é que a postura pessoal, aliada a declarações infelizes como a que destacamos nesta carta, nos sugere que o “nazi-facismo” - também citado por V. Ex.ª na sessão plenária - seja um ataque a tudo o que se representa.
Sim, os bandidos também têm direitos. Só não podemos defendê-los com argumentos rasos, atacando - com insanidades meramente politiqueiras - premissas legítimas de valores constituídos.
A inelegibilidade pela renúncia não é casuística, Exmo. Sr. Ministro. Muito menos a ”Lei da Ficha Limpa”. É uma lei de iniciativa popular brasileira, não do DF. É uma lei com ênfase nacional, desprovida de interesses mórbidos dos mesmos vícios políticos e seus nocivos representantes no poder público.
Por fim, saiba o Exmo. Sr. Ministro que V. Ex.ª ofendeu todos os brasileiros que – a duras penas – se empenham pela difícil moralização do processo político brasileiro. Moralização essa que ainda confronta inúmeros interesses escusos neste país.
Exigimos respeito.

sábado, 11 de setembro de 2010

O Dossiê, o Escândalo da Receita e o José Serra

Uma completa e rápida investigação e conseqüente conclusão sobre o Escândalo da Receita seria algo de extrema importância. A punição de todos que se utilizaram das suas prerrogativas profissionais para acessar dados sigilosos sem uma motivação outra que a de ofício, deveria ser exemplar. Nesse caso a maior beneficiada seria a Dilma Rousseff.

Porque pensar isso?

O José Serra tem usado esse episódio como algo para bater e crescer em cima da candidata do PT enquanto não tiver uma conclusão. Mas ele não é convincente, não inspira sinceridade e não o é porque sabe que essa argumentação, além de fraca não tem qualquer consistência.

Por quê?

Porque até o momento o dossiê tão aclamado não apareceu, não tem nenhuma prova que ele foi elaborado e a pergunta que fica no ar é: em que ele poderia ajudar na candidatura da petista?
Bem, ele poderia ser importante se o sigilo quebrado fosse o do próprio Serra e nessa quebra encontrassem algo que o incriminasse. Isso não aconteceu.

É verdade que sigilos de outras pessoas ligadas ao Serra foram “quebrados”. Nesse momento, antes da conclusão das investigações não poderemos dizer que foram por força do ofício, por bisbilhotice ou por motivação política.

No caso do Eduardo Jorge Caldas Pereira, nada mais que natural que pessoa como ele esteja na mira da receita, pois, ele tem que “justificar também como conseguiu, tendo sido funcionário público a vida inteira, juntar dinheiro suficiente para se exibir agora como novo milionário.” (IstoÉ  - N° Edição:  1607 - 12.Jul.00 - 10:00 (http://www.istoe.com.br/reportagens/29737_AS+JOGADAS+DE+DUDU+?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage).

No caso da filha e genro do Serra é um caso que também deverá ser explicado, embora não exista nenhuma motivação aparente para que o sigilo seja acessado.
Mais uma vez pergunto, de que forma essas informações poderiam ser de valia para essa campanha se a mesma não foi explorada?

Ela não é necessária e nem seria facilmente utilizada, pois poderia servir de prova contra a candidata Dilma levando-a a ter sua candidatura impugnada.
Pessoas esclarecidas devem por outro lado sentido ojeriza ao escutar o Serra trazer para o cenário político e explorar seus próprios netos, trazendo-os para o contexto, para alcançar os votos que até agora não conseguiu com sua campanha, quando diz:

“- Estou indignado porque invadiram a vida da minha filha, agora do meu genro, o que significa invadir a vida dos meus netos. Eles estão sendo agredidos pela máquina oficial em nome de uma campanha; querem prejudicá-los para prejudicar a minha campanha eleitoral.”

O José Serra é o único responsável por trazê-los para a campanha, e se alguém os está prejudicando por isso é o próprio Serra, seu avô.

É uma pena que o Serra, com essas suas atitudes tenha deixado de trazer para os possíveis eleitores seu programa político. A única informação trazida para o eleitor é que pretende criar mais um ministério, o Ministério da Segurança! Que é um dos maiores absurdos que poderia acontecer, pois estaria duplicando o que pode ser  feito pela polícia federal e as outras polícias civis e militares. Um verdadeiro absurdo!

Todos devem torcer para que as investigações cheguem ao fim antes das eleições e que se houver culpados que sejam todos punidos,doa a quem doer.

domingo, 5 de setembro de 2010

Porque Não Voto No José Serra - Uma Carta Aberta a Um Amigo

Querido Amigo,

Obrigado pelo e-mail, mas, não posso concordar com ele. O mesmo trouxe muitas informações desprovidas de referência e se mostrou ser uma campanha aberta para o José Serra, longe se ser um “abra os olhos” e além de tudo com um “autor desconhecido”.

Vamos as minhas justificativas:

O Brasil é um país melhor hoje e grande parte disso se deveu ao Lula.

O país e cresceu e está crescendo além das expectativas, não só porque Lula e Fernando Henrique mantiveram o processo econômico (Plano Real) iniciado no governo do Itamar Franco, quando o ministro da Fazenda era Rubens Ricupero (http://www.fazenda.gov.br/portugues/real/planreal.asp), mas principalmente por causa de um processo de internacionalização sistemático, iniciado nos primeiros dias do governo Lula e muitíssimo criticado pela oposição, inclusive pelo José Serra.

O Brasil quase não sofreu com a grande crise Americana, crise essa sem precedente moderna e que atingiu todos os países do planeta. Parte disso aconteceu dada a política brilhante de expansão do comercio internacional que se deu início em 2003 com a posse de Lula. Com ela deixamos de ter os nossos “ovos em uma única cesta”. Eu posso atestar isso pelas minhas muitas viagens internacionais na América Latina, EUA, Europa e Ásia.

O Brasil, na época do FHC sofreu muitas crises: México em 1995; Asiática em 1997-98; Russa em 1998-99; Argentina 2001, Atentados terroristas nos EUA em 11 de setembro de 2001 e por último a falsificação de balanços da Enron/Arthur Andersen nada comparável à crise Americana de 2008 que atingiu todo o mundo. Mesmo assim o Brasil sofreu fortemente com todas elas. O Brasil estava frágil e assim ficou até o último dia do governo FHC sem que nenhuma medida efetiva fosse tomada para eliminar possíveis crises futuras.

Nessa mesma época o FHC privatizou várias empresas públicas lucrativas (as deficitárias continuam públicas até hoje). Não tenho nada contra a privatização, pelo contrário, sou um fã dessa idéia, porém, não posso suportar a realidade de ter vendido todas elas abaixo do que valiam e também ter visto esse dinheiro evaporar-se sem deixar resquício. Você sabe para onde ele foi? Eu não.

Tivemos durante o governo de FHC alguns escândalos, vejam alguns nos seguintes links de várias épocas publicados pela impressa independente.


Qual deles foi realmente investigado? A resposta é só uma: nenhum deles!

Até acredito que FHC tenha muito mais preparo para fazer um governo melhor que o de Lula, mas perdeu a sua chance e não fez.

Não fez por quê?

1.        Pura preguiça. Os últimos 4 anos de FHC o Brasil simplesmente parou... Você se recorda disso?
2.        E seu governo estava engessado porque tinha sempre que pedir as bênçãos ao cacique baiano Toninho Malvadeza.
3.        Tinha assessores como o famoso Eduardo Jorge envolvido em vários episódios nunca esclarecidos. Até hoje ele é um fantasma atrapalhando o progresso do partido.
4.        A Polícia Federal não tinha como hoje a liberdade para investigas alguns assuntos. Esse direito durante FHC foi cerceado. Leia em muitos documentos da época.
5.        Das poucas CPI´s criadas, quase nenhuma delas foi para  frente e nenhuma chegou a uma conclusão de bom senso, pois a argumentação era: “CONGRESSO NÃO É DELEGACIA DE POLÍCIA”

Uma lista nada desejável, não é mesmo?

E com o José Serra é um político reconhecidamente centralizador, não será diferente. O seu plano de governo fala em criar um Ministério da Segurança... Qual será a verdadeira motivação por trás disso?

Não conheço nenhum bom administrador cuja sua característica principal seja a de ser centralizador. Portanto essa não é uma característica desejável para um líder, concorda? Um líder tem que ter carisma! E isso ela não tem!

Sua característica centralizadora é tão forte que até o fechamento das portas da inscrição da sua candidatura não tinha escolhido um vice. Escolheu um que se não lhe oferecesse nenhum tipo de ameaça, por ser um jovem, sem expressão política. E para completar, antes de assumir já falou muitas besteiras (http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/07/21/acusacao-de-elo-pt-farc-ja-rendeu-punicao-do-tse-a-serra-veja-historico.jhtm) e que rendeu punição do TSE à candidatura Serra.  Esse foi um caso tão sério que até a candidata Marna Silva criticou a afirmação desse novato. Depois por pressão do partido foi obrigado a desmentir, em entrevista, a sua afirmação anterior (http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2010/08/24/04021B3464D4A143C6.jhtm).

Essa não é a primeira e nem a ultima acusação gratuita contra a Dilma e seu partido. O PSDB do Serra tem feito uma campanha de guerrilha com acusações gratuitas sem comprovação e que ainda poderá trazer problemas à sua campanha. O interessante é que desde o início o PT não utilizou esse tipo de campanha, mesmo quando contava em desvantagens nas pesquisas.

O Serra tem substituído o carisma que ele não tem por arrogantes afirmações contra o Lula e a sua candidata a presidência da república. Isso mostra muito bem o seu caráter e o seu estilo de trabalho. É isso que queremos para nós?

Se a Dilma tem pouca experiência política, o Índio da Costa não tem nenhuma e ocupará o cargo de presidente todas as vezes que o Serra viajar e em caso de óbito. Nesse último caso ocupará a presidência de forma definitiva. Estamos nós prontos para isso?

Usando o jargão do futebol sempre dizemos... “um time que está ganhando não se mexe”... Se isso for verdade porque será que o José Serra que se considera um grande economista é contra a independência do Banco Central e do Câmbio flutuante? Itens esses muito importantes na estabilização da economia e ferramentas que fizeram do nosso país um país forte para ultrapassar a grande crise Americana com pouquíssimos efeitos colaterais. Você se recorda do seu “piti” quando a Mírian Leitão jornalista econômica da rede globo o questionou a esse respeito? Caso tenha dúvida leia os links abaixo:


Notem que independência do banco central e o câmbio flutuante é a tendência de todos os países desenvolvidos e os países emergentes, com exceção da China que é um país comunista.

Acho que a pergunta que você quer saber de mim é:

O Lula foi um presidente prefeito?
Minha resposta é:
Não longe disso, porém, foi o melhor presidente que conheci depois da ditadura militar e restabelecimento da democracia. No ano passado ele ganhou o mais desejado prêmio mundial dado a um chefe de estado: “Estadista Global do Fórum Econômico Mundial”. Caso queira saber um pouco mais leia o que foi escrito na Folha On Line: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u682217.shtml

Se Lula fosse candidato você votaria nele?
Minha resposta é:
Sim sem sobra de dúvidas.

Quem é o melhor candidato para ocupar a presidência da república conforme o seu conhecimento e estudo político?
Minha resposta é:
Marina em primeiro, Dilma em segundo e José Serra em último. Nos outros “presidenciáveis” não votaria de forma alguma. Anularia meu voto.

Por favor, amigo, não caia em e-mails que são no mínimo parciais e que longe de se preocupar com o futuro do país está preocupado em alavancar a candidatura do José Serra que, por causa de competência se encontra onde está.
Esse e-mail é uma tentativa desesperada para reverter o que “parece” já está definido, ou é assim que o próprio Serra acredita.

Estude os seus candidatos e vote no melhor. A minha candidata é Marina Silva e entre Serra e Dilma num segundo turno, claro que o meu voto será da Dilma, com certeza.

Um forte abraço,




De: um amigo
Enviada em: sábado, 4 de setembro de 2010 13:44
Assunto: Fwd: VIRADA CONTRA O PT - FORA DILMA


ENCAMINHO O TEXTO PORQUÊ CONCORDO EM GRANDE PARTE COM O QUE ESTÁ ESCRITO ALI, SE VOCÊ CONCORDA, ENCAMINHE, SENÃO, APAGUE.

Caros amigos,

 ATENÇÃO: Muitos somos!
Vocês se lembram das DIRETAS JÁ?
Lembra-se da corrente para derrubar a Medida Provisória que criava mais impostos para as empresas de prestação de serviços?
E da recente corrente da FICHA LIMPA?
Então? Todos estes FORAM MOVIMENTOS NACIONAIS VITORIOSOS PORQUE NOS EMPENHAMOS TODOS PARA QUE NOSSA VONTADE PREVALECESSE!
 VAMOS DERROTAR A DILMA PESSOAL!
NÃO VAMOS DEIXAR ESTA PESSOA DECIDIR O FUTURO DE NOSSOS PRÓXIMOS 4 ANOS QUE PODERÃO SIGNIFICAR MUITO NA VIDA DE CADA UM DE NÓS!!!
PENSEM NISSO E FAÇAM ESTA CORRENTE CONTINUAR, REPASSANDO ESTE EMAIL PARA SEUS AMIGOS E FAMILIARES, PARA QUE A CORRENTE NÃO PARE!
Importante esclarecimento:
Se esta mensagem circular de maneira vigorosa, o Jornal Nacional vai ter que enfrentar o Lula e perguntar aquilo que todos nós queremos saber.
Queremos que Bonner e Fátima façam as perguntas a Lula que o Reinaldo Azevedo sugere para a entrevista do Jornal Nacional:

1) O senhor prometeu criar 10 milhões de empregos e chegará ao fim do mandato criando quatro milhões. Neste tempo, a renda da classe média caiu, e os empregos gerados se concentram na faixa de até 2 salários mínimos. A chamada distribuição de renda do seu governo não se faz à custa do empobrecimento dos menos pobres?

2) O Senhor disse que banqueiro lucra no seu governo e, por isso, não precisa de Proer. O Senhor sabe quantos Proers o Brasil paga por ano para sustentar os juros reais mais altos do mundo?

3) O seu filho, até bem pouco tempo antes de o Senhor assumir a Presidência, era monitor de Jardim Zoológico e, hoje, já é um empresário que a gente poderia classificar de milionário. O Senhor não acha uma ascensão muito rápida?

4) Genoino sabia do mensalão. Silvio Pereira sabia do mensalão. Dirceu sabia do mensalão. Ministros foram avisados do mensalão.
Só o senhor, da cúpula, não saberia. O senhor não acha que, nesse caso, não saber é tão grave quanto saber? E se houver mais irregularidades feitas por amigos seus que o senhor ignore?

5) Presidente, na sua gestão, as invasões de terra triplicaram, caiu o número de assentamentos e mais do que dobrou o número de mortos no campo. Como o senhor defende a sua política de reforma agrária?

6) O senhor não tem vergonha de subir em palanque onde estão mensaleiros e sanguessugas?

7) Presidente, em 2002, o Brasil exportava a metade do que exporta hoje, e o risco país era sete ou oito vezes maior. O país pagava 11% de juros reais. Hoje, continuamos a pagar mais de 10%. Como o senhor explica isso?

8) Em 2002, o governo FHC que o Senhor tanto critica repassou para São Paulo, na área de segurança, R$ 223,2 milhões.
Em 2005, o seu governo repassou apenas R$ 29,6 milhões. Só o seu avião custou R$ 125 milhões.
Não é muito pouco o que foi dado ao Estado que tem 40% da população carcerária do país?

9) Quando o Senhor assumiu, o agro negócio respondia por mais de 60% do superávit comercial. Quase quatro anos depois, o setor está quebrado, devendo R$ 50 bilhões. O Senhor não acha que o seu governo foi um desastre na área?

Esta é uma corrente...
Funciona assim:
Se você passar este e-mail para pelo menos 10 outras pessoas e estas passarem para outras 10, e assim por diante, ao final de outubro um milagre irá acontecer e beneficiará você e sua família e a todas as famílias que repassaram esta corrente. Já se você simplesmente ignorar esta corrente, não a repassando, ao final de outubro você será amaldiçoado com o pior de todos os pesadelos: aturar a ``sanguinária terrorista" por quatro longos anos de sua vida!!!!

Pense bem!!
Vamos relembrar as "qualidades" do nosso Presidente:

-ele NUNCA trabalhou, apesar de ser "Líder" dos trabalhadores;
-ele tem um belo salário do Partido, sem trabalhar;
-ele também recebe pensão como ANISTIADO (????)
-ele tem aposentadoria;
-ele tem filhos estudando no exterior;
-ele não paga aluguel da mansão onde mora;
-ele desconhece os preços de supermercado, padaria, farmácia, açougue, etc.;
-ele viaja (e muito) de avião luxuoso comprado com nosso dinheiro só para ele;
-ele não fala inglês, espanhol ou outra língua, nem o português;
-ele tem ternos italianos;
-ele não tem experiência administrativa;
-ele não tem humildade;
-ele traiu todos seus compromissos de campanha;
-ele defende, hoje, tudo quanto atacava e era contra na política do Presidente anterior;
-ele não tem vergonha em dizer que "é do povo", mesmo vivendo como um rei.

Não se esqueçam!
Foi a Internet que ganhou o plebiscito do desarmamento.
Portanto, podemos vencer essa eleição também, se nos concentrarmos em um candidato melhor que o Lulla.
E, com a Dilma: PODE FICAR MUITO PIOR!!!
Vamos fazer a nossa parte.
Encaminhe essa mensagem a TODOS que você conhece, pois:
"Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se caráter, e nosso caráter torna-se nosso destino".


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Lei da Ficha Limpa garante preceito constitucional da moralidade no cargo

Lei da Ficha Limpa garante preceito constitucional da moralidade no cargo

Alexandre Garcia esclarece que Lei da Ficha Limpa não é lei penal e por isso pode retroagir para garantir moralidade dos candidatos.

A possibilidade de se votar o processo contra o candidato ao governo do DF Joaquim Roriz apenas após as eleições é um risco. O TSE considerou, com base na Lei da Ficha Limpa, que ele não pode se candidatar, mas os advoagos da coligação que o apoia recorerão ao STF.

Isso tem acontecido. A pessoa é eleita, assume e lá depois da metade do mandato é cassado. Já aconteceu na Paraíba e também no Maranhão. Todo mundo vai para o Supremo, pois lá se decidem as questões constitucionais. Os que vão recorrer alegarão que a Lei da Ficha Limpa não pode vigorar para trás, retroagir contra o réu.
Acontece que este princípio constitucional só vale para a Lei Penal. Qualquer cidadão mediano que saiba ler, como disse o advogado de Roriz, vai encontrar no Artigo 5º, parágrafo 40: A Lei Penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu.

O Supremo só vai precisar esclarecer que a bendita Lei da Ficha Limpa não é lei penal. Ela foi aprovada antes que começasse o processo eleitoral. Portanto vale para estas eleições, como já entendem muitos ministros do Supremo. E é uma lei que estabelece condições para o registro de candidatos. É condição de moralidade para receber um mandato do povo.
Como lembrou o presidente do TSE, renunciar para fugir ao processo de cassação é fraudar este mesmo processo. Um ato de força, arbitrário, unilateral. Como se alguém pudesse fugir de um processo penal renunciando à cidadania.
E a Lei da Ficha Limpa, ou lei da exigência óbvia da moralidade, o Supremo há de lembrar que é consequencia da Constituição, que exige moralidade no cargo público (Artigo 37). E estabelecen no Artigo 14, parágrafo 9º, que lei complementar estabelecerá casos de inegibilidade a fim de proteger a moralidade e a probidade considerada a vida pregressa do candidato.

Não poderia ser mais clara a Constituição. Demorou 16 anos para ser cumprido, mas chegou com um projeto de iniciativa popular. E a opinião pública exigiu que a Câmara e o Senado aprovassem maciçamente.
Resta agora aqueles que se julgam prejudicados o direito de espernear.
Fonte: www.g1.com.br

sábado, 28 de agosto de 2010

Você sabe quem é Raul Sabóia?


Raul Sabóia é juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e diretor tesoureiro da OAB/DF e tem votado sistematicamente contra a lei da Ficha Limpa e a favor dos fichas sujas.

Conheça algns dos Fichas Sujas os quais o Juiz Raul Sabóia liberou com o seu voto:

Joaquim Roriz – Renunciou ao cargo de senador, em 2007, para evitar uma cassação certa por falta de decoro parlamentar no caso da bezerra de ouro.

Maria Abadia – Condenada em 2006 pelo TRE-DF por compra de votos e abuso de poder político. Ela teria usado a máquina administrativa do DF para realizar uma reunião eleitoral. A punição foi uma multa de R$ 2 mil.

Benício Tavares – Condenado em 2008 por apropriação indébita de recursos da Associação dos Deficientes Físicos de Brasília (ADFB). Além disso, Benício não teria pagado uma multa de R$ 5,3 mil por propaganda eleitoral fora do período permitido.

Intrigantemente votou pela cassação do ex-governador Arruda por infidelidade partidária, que foi bastante questionada, pois o ex-governador Arruda deixou o partido após o mesmo já haver afirmado publicamente que o expulsaria. Corrupção a parte o senhor juiz estava votando a infidelidade partidária do ex-governador e não o ato de corrupção que finalmente o incriminou...

É importante afirmar que por coincidência ou não o ex-governador Arruda é um desafeto político dos três políticos fichas sujas liberados por ele.

O interessante é que mesmo que o presidente da OAB Nacional tenha se pronunciado favorável a Imediata aplicação da lei da Ficha Limpa o Juiz Raul Sabóia que é diretor-tesoureiro da OAB-DF entende diferente. Leia abaixo na integra o que encontramos no website da OAB Mato Grosso

Para OAB Nacional Ficha Limpa atinge qualquer político punido por colegiado

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou que a Lei Complementar 135/10, conhecida como Lei Ficha Limpa, tem eficácia imediata e se aplica a todos os processos, como os já iniciados e com condenação transitada em julgado, quanto àqueles que estão em curso e que ainda podem redundar em condenações. Ophir lembrou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aclarou as dúvidas quanto à validade da lei ao responder consulta, na última semana, garantindo a sua aplicação para o próximo pleito.
Segundo Ophir, a leitura gramatical conferida ao texto, não pode ser prestigiada pois tende ao absurdo, na medida em que seria "non-sense" pretender moralizar a política mantendo os corruptos com a possibilidade de se candidatar. "Ao lado disso, o artigo 3º da Lei é claro ao dizer que, nos processos que estão em curso, o réu poderá requerer a suspensão da condenação. Ou seja, se ela só se aplicasse às situações futuras não teria sentido algum a norma em destaque", explicou o presidente da OAB.
"Chega de resistência à lei. Os corruptos precisam saber que não podem mais do que a sociedade. Os partidos políticos também devem aproveitar o momento e estabelecer critérios mais rigorosos na escolha de seus candidatos", afirmou Ophir ao ministrar palestra na abertura da reunião ordinária do Confea. Para Ophir, essa nova lei representa "uma vitória no combate à corrupção no mundo político". http://www.oabms.org.br/noticias/lernoticia.php?noti_id=7528

O que faz o Juiz e diretor-tesoureiro da OAB-DF pensar diferente de toda uma sociedade e da posição oficial da OAB Nacional? Será que existe algum tipo de incentivo semelhante ao que já derrubou outros juízes no DF?

Bem, apenas o Juiz Raul Sabóia poderá um dia nos informar...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Roriz - Até onde chegaremos nós?! (YouTube)

Vejam no YouTube


http://www.youtube.com/watch?v=1JEsC1G_CrE
http://www.youtube.com/watch?v=VB69Jutfpms&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=ajHeJ2XSJ-k&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=RpJzqjpg1HI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Wv0kjzbYFdw&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=H6lUNGOmFNw&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=WCQFXgaOME4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=OTk08Q-8TfQ&feature=related




Manifesto ao TSE

Por favor, impugnem a candidatura do Sr. Joaquim Roriz. Não deixem que todos aqueles que assinaram o projeto que veio a se tornar lei - A Lei da Ficha Limpa, sejam frustrados e se tornem descrentes da nossa justiça. Por favor, usem o bom senso e não permitam que tal senhor que desdenha da justiça saia dessa como vitorioso. Sabemos que a lei da Ficha Limpa não é uma lei penal e, portanto não deverá ser tratada como se fosse. Candidatar-se a cargo público é um privilégio daqueles que se apresentam capazes para nos governar e nos proteger. 

domingo, 8 de agosto de 2010

Roriz usou dinheiro para subornar juízes do TRE, diz Veja


Faz um tempão que queria colocar esse artigo no meu blog, mas havia me esquecido de fazê-lo, mas agora ai está para evitar que um dia ele desapareça, já que tudo com relação ao Roriz é possível.

Roriz usou dinheiro para subornar juízes do TRE, diz Veja

01/07/2007 - 02h44min
Parte dos R$ 2,2 milhões dados pelo empresário Nenê Constantino, o dono da Gol, ao senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) teria sido usado para subornar juízes do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Segundo reportagem, assinada pelo repórter Diego Escosteguy e publicada pela revista Veja que chegou às bancas neste sábado (30/6),"se parte do dinheiro foi mesmo usada para pagaruma bezerra, outra parte teve destino explosivo - serviu para subornar juízes do Tribunal Regional Eleitoral que livraram Roriz de cassação em 2006".

Joaquim Roriz é acusado de ter recebido e partilhado de forma irregular R$ 2,2 milhões. Em discurso na tribuna do Senado, na quinta-feira, o senador explicou que o dinheiro teria lhe sido repassado pelo empresário Nenê Constantino, dono da empresa aérea Gol, como um empréstimo. Do total, R$ 300 mil teriam sido usados na compra de uma bezerra e o restante devolvido ao empresário.

Segundo a reportagem de Veja, os R$ 300 mil podem ter sido usados efetivamente na compra da bezerra, mas do que sobrou do "empréstimo", R$ 1,2 milhão foram usados para subornar dois juízes do TRE-DF que em outubro do ano passado julgou pedido do Ministério Público para cassação do registro da candidatura ao senado de Roriz por uso da máquina pública do Distrito Federal em sua campanha. Na época, Roriz havia deixado o cargo de governador do DF para disputar a eleição para o senado.

Segundo a reportagem, o julgamento do caso foi suspenso por um pedido de vista, com o placar de 3 a 2 contra o senador. Ao ser retomada a votação, a votação foi empatada pelo voto-vista e um outro juiz mudou suadecisão em favor de Roriz. O placar passou então para 4 a 3 a favor do então candidato.

Leia a reportagem de Veja

O dinheiro era para subornar

Joaquim Roriz usou dinheiro de Nenê

Constantino para pagar propina a juízes

Diego Escosteguy
O senador Joaquim Roriz, flagrado em uma conversa telefônica combinando a partilha de 2,2 milhões de reais, finalmente subiu à tribuna para explicar-se na semana passada. Com um discurso pronunciado à semelhança de Odorico Paraguaçu, o inesquecível personagem de folhetim que encarnava o aspecto folclórico da política, Joaquim Roriz repetiu o que dissera antes ? só que, da tribuna, adicionou algumas lágrimas e muita retórica.

 "Quem em sua vida nunca pediu um empréstimo a um amigo?", disse. "Será que um senador não poderia pedir um empréstimo a um amigo de longa data?", repetiu. "Imaginem se pedir dinheiro emprestado é falta de decoro. Meu Deus! A que ponto chegamos?" No discurso, Roriz disse que pediu 300.000 reais ao seu amigo e empresário Nenê Constantino, dono da Gol Linhas Aéreas, para pagar uma bezerra.

Constantino entregou um cheque de 2,2 milhões, Roriz sacou o dinheiro, reteve 300.000 reais e devolveu o restante, 1,9 milhão, ao empresário. A novidade é que, se parte do dinheiro foi mesmo usada para pagar uma bezerra, outra parte teve destino explosivo ? serviu para subornar juízes do Tribunal Regional Eleitoral que livraram Roriz de cassação em 2006.

Na semana passada, VEJA conversou com um político que priva da intimidade do senador e que ouviu a confissão do pagamento da propina do próprio senador ? e não de terceiros. Ele conta que, no começo de fevereiro passado, Joaquim Roriz recebeu seu suplente, o ex-deputado distrital Gim Argello, em sua casa. Conversaram sobre os boatos de que a decisão pró-Roriz do TRE teria sido comprada. A certa altura, travou-se o seguinte diálogo:

Argello ? O Agnelo (refere-se a Agnelo Queiroz, ex-ministro e candidato derrotado ao Senado) me disse que a decisão foi comprada. É isso mesmo?

Roriz ? É isso mesmo. Achei que o processo não ia dar em nada, mas tivemos de resolver. Tivemos de comprar dois.

Conforme o relato do político que detalhou o assunto a VEJA sob a condição de manter-se anônimo, "comprar dois" significa subornar dois juízes do TRE. Na mesma conversa, Roriz lembrou ao interlocutor que o mandato de senador também lhe pertencia. "O mandato também é seu, você precisa me ajudar", apelou. "Tem de levantar 1,2 milhão", detalhou. Roriz não explicou se 1,2 milhão de reais era o valor total da propina dos dois juízes ou se era a parte que faltava pagar. A solução não demorou a surgir.

No dia 13 de março, conforme aparece no diálogo telefônico capturado pela polícia, Roriz descontou o cheque de 2,2 milhões de Nenê Constantino e, sabe-se agora, repassou pelo menos 1,2 milhão aos juízes subornados. Isso explica por que, na conversa grampeada, Roriz se recusa a receber o dinheiro em sua própria casa, num carro-forte, e explica que a partilha dos recursos envolve outras pessoas. "O dinheiro é de muita gente", diz ele.

O caso que livrou Roriz da cassação foi julgado em 23 de outubro, mas começou no dia 19 de setembro, quando o Ministério Público o acusou de uso político da máquina pública do governo do Distrito Federal. Na época, Roriz deixara o cargo de governador para concorrer ao Senado, e a estatal de abastecimento de água, a Caesb, mudara em propagandas seu número de atendimento telefônico de 115 para 151 ? número de Roriz nas urnas. O placar do julgamento no TRE estava em 3 a 2 contra Roriz. Um juiz pediu vistas e, dias depois, quando a sessão foi retomada, votou a favor de Roriz, cravando um empate em 3 a 3.

Antes que o presidente do tribunal desse seu voto de Minerva, um dos juízes que votaram contra Roriz subitamente mudou de idéia. Com isso, Roriz livrou-se da cassação por 4 a 2. A virada no placar teria custado pelo menos 1,2 milhão de reais. Procurado por VEJA, o suplente Gim Argello confirmou o encontro com Roriz, mas disse que não faria comentários a respeito de pagamento de propina.

Na versão oficial de Roriz, a sobra de 1,9 milhão não virou propina para ninguém. Foi devolvida ao empresário Nenê Constantino. VEJA perguntou ao empresário o que ele fez com o 1,9 milhão de reais, mas o empresário não respondeu. Roriz, por sua vez, alega que os 300 000 reais foram usados para pagar uma bezerra, de 271 000 reais, e a sobra de 29 000 reais foi emprestada a Benjamin Roriz, seu primo, que estava com problemas de saúde na família.

O problema de Roriz é que a nota fiscal que supostamente comprova o pagamento de 271.000 pela bezerra está crivada de mistérios. A nota foi emitida no dia 1º de março, o bicho foi entregue no dia 3 e o pagamento foi feito apenas no dia 14. Por que alguém entrega a mercadoria e a nota antes de receber o dinheiro? Além disso, a nota informa a venda de "04" animais, mas na versão de Roriz foi apenas uma bezerra.

Mais: na nota consta o pagamento de 532.000 reais, mas Roriz diz que obteve um desconto de 50%. O vendedor confirma. "Ele chorou muito e eu dei o desconto de 50%", diz o pecuarista Márcio Serva. Mas fica a pergunta: por que o vendedor faz uma nota com um valor superior ao real? Para pagar mais imposto? Márcio Serva não soube explicar. Por fim, a nota fiscal distribuída à imprensa vem com um cabeçalho de fax em que se lê a data de 30 de maio de 2005.

Com base nessas informações, deduz-se que nessa data a nota foi enviada da empresa de Roriz para algum outro lugar ? o que sugere que a nota, apresentada como sendo de agora, é muito mais antiga. Isso é fraude. Os assessores de Roriz dizem que o fax estava com defeito e informava data e hora incorretas. Apesar do acúmulo de inconsistências a respeito da nota fiscal, ainda assim não há evidência concreta de que o negócio de 271.000 reais não tenha sido feito. O que parece certo é que a parte do leão do dinheiro, o 1,9 milhão de reais restantes, não foi para as mãos do empresário Nenê Constantino, mas acabou azeitando o propinoduto de Roriz. Haverá mais lágrimas e mais retórica.

Vamos Fazer Um Mundo Melhor...: Roriz Nunca Mais

Vamos Fazer Um Mundo Melhor...: Roriz Nunca Mais

Roriz Nunca Mais


Temos que entender a Lei da Ficha Limpa como uma regra que determina quem está ou não habilitado a se candidatar a um cargo político, não como uma lei que tira direitos de um cidadão qualquer a se candidatar a um cargo político. Assim como muitos cargos públicos o candidato tem que estar habilitado para tal, porque o para governador e outros cargos eletivos deveria ser diferente?
Todos aqueles que, mesmo Rorizistas, queiram tomar conhecimento porque os não Rorizistas não conseguiriam viver mais um mandato do “Senhor Bezerra de Ouro” leiam o blog “Roriz Nunca Mais”. Tal blog procura congregar informações valiosas sobre esse que postula um cargo junto ao GDF (http://roriznuncamais.blogspot.com/). Independentes da preferência cromática (vermelhos, azuis ou outra cor qualquer), todos deveriam conhecer a verdade e deixando o calor da discussão emocional, escolher o melhor candidato para o nosso Distrito Federal. Tenho certeza que um estudo sério e honesto não nos deixaria jamais votar em um homem como o Roriz para administrar o nosso futuro e o futuro dos nossos filhos e netos. Baseado nisso eu digo, parafraseando a autora do blog, “Roriz nunca mais”!
Por Jean Langelier comentando o artigo “Roriz recorre no TER” postado no Blog da Paola em 06/08/2010 às 22:05h

Corrupção: O ficha-suja Roriz estrela um vídeo-bomba

Corrupção: O ficha-suja Roriz estrela um vídeo-bomba

Roriz, candidato barrado (por enquanto) ao governo do Distrito Federal, aparece em vídeo entregando dinheiro - "uma propinazinha" - para um laranja confesso ficar calado
Diego Escosteguy
A cena é espantosa. Joaquim Domingos Roriz, o fazendeiro que fez fortuna às custas dos cofres públicos de Brasília nos últimos 20 anos, cumprimenta o interlocutor, recosta-se na poltrona e arrasta com as mãos uma caixa que estava embaixo da mesa de centro. “Quanto?”, pergunta de chofre o homem que governou por quatro vezes o Distrito Federal, mandatos nos quais distribuiu terras e contratos, colhendo em troca votos e dinheiro. “Foi dez, né?”, responde André Alves Barbosa, o interlocutor, que filmou o encontro na casa de Roriz, no começo deste ano, e cuja família é laranja do ex-governador em imóveis e operações bancárias.
Dez, no caso, corresponde a dez mil reais. “Isso tudo?!”, surpreende-se Roriz. O ex-governador retira maços de dinheiro da caixa. E repassa ao laranja. Um, dois, três, quatro... Enquanto conta a dinheirama, Barbosa cobra o pagamento de um empréstimo rural contraído por sua família, cujo beneficiário era, óbvio, Roriz: “Governador, como faz o negócio da fazenda? Vai resolver lá no Banco Real?”. Surgem mais pacotinhos de dinheiro. Diz Roriz: “Depois das eleições (...) vou no banco”. O laranja interrompe: “Vai e ajeita?”. Roriz completa: “Claro! (...) Se preocupar agora é pior”. E aparecem mais pacotinhos. “Seis, né?”, confere o ex-governador. “Falta (sic) mais cinco”, esclarece Barbosa. Dá-lhe pacotinhos em cima da mesa – e o laranja exulta: “Obrigado, governador!”.
Qual a razão para o pagamento? “É propinazinha para nois (sic) ficar quietinho”, explica o laranja André, também em conversa gravada, que deveria ficar quietinho precisamente sobre o fato de ser... laranja. André tentou vender essa e outras gravações ao deputado Alberto Fraga, do Democratas de Brasília, que assistiu à fita, assim como outras duas fontes localizadas pela reportagem. Ninguém admite ter comprado o material.
Esse lúgubre espetáculo cinematográfico, ao qual VEJA teve acesso, é o mais recente dos numerosos – talvez incontáveis – episódios de corrupção nos quais a estrela chama-se Joaquim Roriz. O ex-governador já foi acusado de receber propina, desviar recursos públicos, comprar votos, sonegar impostos, lavar dinheiro, esconder patrimônio, grilar terras; é uma lista de crimes tão extensa quanto seus 20 anos à frente da política brasiliense. Ostentar esse currículo, porém, nunca constituiu um obstáculo eleitoral para Roriz, que jamais perdeu um pleito.
Em 2006, elegeu-se senador, mas se viu forçado a renunciar ao cargo poucos meses depois, assim que surgiram gravações (sempre elas) nas quais ele discute a partilha de milhões de reais. Agora, ele tenta governar Brasília pela quinta vez, e lidera com tranquilidade as pesquisas de intenções de voto. Na semana passada, contudo, ele se transformou na mais vistosa vítima da lei Ficha Limpa, que impede gatunos condenados de concorrer nas eleições – ou de retornar à política depois de renunciar ao cargo para escapar à cassação, como é o caso de Roriz. Por quatro votos a dois, o Tribunal Regional Eleitoral de Brasília impugnou a candidatura dele.
Outros 100 candidatos no Brasil foram enquadrados pelo Ficha Limpa. Mas a impugnação de Roriz se revela emblemática. É o único barrado que concorre ao governo e lidera as pesquisas. Há outros políticos tão notoriamente corruptos quanto ele, como Jader Barbalho e Paulo Maluf, que também podem ser expulsos das eleições. Roriz, no entanto, é o único dessa vil estirpe que ainda demonstra força política para se eleger ao governo – Maluf, por exemplo, pode até receber uma avenida de votos para uma vaguinha na Câmara dos Deputados, mas não há obra superfaturada que o carregue novamente ao Palácio dos Bandeirantes.
De modo que Roriz simboliza à perfeição o tipo de político do qual o Ficha Limpa tentou livrar o país. Tanto o ex-governador quanto os demais barrados, contudo, ainda podem acabar aparecendo nas urnas. A razão disso é que ainda pairam incertezas acerca da legalidade do Ficha Limpa. O Tribunal Superior Eleitoral já se manifestou a favor da lei, inclusive para aplicá-la nestas eleições, mas o assunto certamente recairá sobre os ombros dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Há a possibilidade de que eles só discutam o caso após as eleições. Se isso acontecer, candidatos como Roriz provavelmente concorrerão por meio de liminares na Justiça – e, se ganharem a eleição, só perderão o cargo se o STF confirmar e legalidade do Ficha Limpa.
Se o Supremo derrubar a lei, gatunagens como a do vídeos descrito no começo desta reportagem continuarão a prosperar. Na gravação com Roriz, a dívida a que se refere André foi contraída em 1995 por seu avô, Geraldo Alves Barbosa. Somava 210 mil reais e se destinava à criação de gado. O avô-laranja era dono, ao menos no papel, da Agropecuária Estiva. Ele deu como garantia ao banco os 12,5 mil alqueires da Fazenda Queimados, que fica em Goiás. De acordo com André, o laranjinha, tanto a agropecuária quanto a fazenda sempre foram de Roriz.
Localizado pela reportagem, Luiz Antônio Barbosa, um dos filhos do avô-laranja, que consta como sócio da agropecuária e como antigo dono da fazenda, disse nunca ter tido qualquer empresa ou imóvel rural. “Nunca tive fazenda, moço. Mas o meu pai já teve coisas com o Roriz”, ele explica. Questionado se era laranja do ex-governador, Luiz Antônio afirmou: “Não posso falar”. O Banco Real executa judicialmente a dívida e pede há anos a penhora da fazenda. Em 2000, contudo, a fazenda mudou de dono – quer dizer, no cartório. A família-laranja ficou com a dívida, mas repassou a propriedade das terras para Osvaldino Xavier, amigo de Roriz e dono da Nely Transportes, empresa que coletava lixo em Brasília. “Ele também é laranja”, diz André.
A reportagem foi até a fazenda, para olhar de perto o laranjal. Na entrada do local, uma placa informa que o empresário-amigo Osvaldino é o dono. Mas um funcionário logo avisa: “A fazenda é do Juliano”. E quem é Juliano? Trata-se de Juliano Roriz, neto do ex-governador. VEJA o encontrou à porta da fazenda. Travou-se o seguinte diálogo:
- Esta fazenda é do seu avô?
- Não, é minha.
- E por que o nome do proprietário na placa é Osvaldino?
- Ah... Não sei.
- Ele é o dono da fazenda ou é você?
- Sou eu.
- Há quanto tempo você tem a propriedade?
- Não sei.
Procurado, Osvaldino garantiu ter efetivamente comprado parte das terras da família-laranja, mas disse ter vendido 20% delas para a Agropecuária Palma, que pertence a Roriz. O ex-governador não quis se pronunciar.